ZERO ÁLCOOL


Alerta! Não existe dose segura de álcool para a saúde, segundo a OMS. Sobretudo para os jovens.

Cerveja, vinho, vodka, uísque, tequila, gin, cachaça. Essas são algumas das bebidas alcoólicas mais consumidas no mundo, presentes em festas, bares e celebrações. No entanto, um novo relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2025 reforça um alerta: não existe uma quantidade segura de álcool para a saúde humana. Qualquer dose, mesmo pequena, pode causar danos ao organismo e aumentar o risco de diversas doenças.
Segundo a OMS, o consumo de álcool está associado a mais de 200 tipos de enfermidades e condições de saúde, entre elas:
Câncer (boca, esôfago, fígado, intestino, mama e laringe);

Doenças cardiovasculares (hipertensão, arritmias, infartos e AVC);

Doenças hepáticas (hepatite alcoólica, cirrose);

Pancreatite aguda e crônica;

Diabetes tipo 2;

Transtornos mentais (depressão, ansiedade, síndrome de abstinência);

Comprometimento cognitivo e demência precoce;

Sistema imunológico enfraquecido, favorecendo infecções;

Dependência alcoólica, que é uma doença crônica.

O que acontece no corpo após ingerir álcool?
Logo após a ingestão de uma bebida alcoólica, o etanol (álcool etílico) é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal, principalmente no estômago e no intestino delgado. Em minutos, ele entra na corrente sanguínea e chega ao cérebro, alterando neurotransmissores como a dopamina e o GABA. Esses efeitos causam a sensação de euforia e desinibição, mas também prejudicam o julgamento, a coordenação motora e o reflexo.
O fígado começa então a metabolizar o álcool, com a ajuda de enzimas como a álcool-desidrogenase. No entanto, ele só consegue processar cerca de 10 ml de etanol por hora. O excesso permanece circulando no corpo, sobrecarregando os órgãos e provocando danos celulares, inflamações e estresse oxidativo.
Com o tempo, até pequenas doses frequentes alteram o funcionamento normal de células e tecidos, favorecendo o surgimento de doenças.
Bebidas alcoólicas e os jovens: um risco ainda maior
A preocupação é ainda mais grave quando se trata de adolescentes e jovens adultos. Com o corpo e, especialmente, o cérebro ainda em desenvolvimento, o álcool pode comprometer de forma permanente funções cognitivas como memória, atenção, autocontrole e raciocínio lógico.
As bebidas mais procuradas por esse público incluem energéticos com álcool, vodcas saborizadas, drinques açucarados (como o “ice”), cervejas artesanais e bebidas destiladas misturadas com refrigerantes ou sucos, muitas vezes consumidas em grandes quantidades nas chamadas “festas open bar” ou em “esquentas” antes de eventos.
Estudos apontam que o uso precoce do álcool está ligado a maior risco de dependência química, queda no desempenho escolar, abandono dos estudos, depressão, tentativas de suicídio e comportamento de risco, incluindo sexo sem proteção e direção perigosa.
Consequências da embriaguez: perigos imediatos e futuros
O consumo em excesso, que leva à embriaguez, tem efeitos devastadores tanto a curto quanto a longo prazo.
Consequências imediatas incluem:
Perda de reflexos e coordenação;

Náuseas, vômitos e desmaios;

Comportamento agressivo e desinibido;

Coma alcoólico (em casos graves);

Risco aumentado de acidentes de trânsito, quedas, afogamentos e queimaduras;

Envolvimento em brigas, violência doméstica e crimes.

A longo prazo, o álcool em grandes quantidades pode provocar:
Danos irreversíveis ao fígado, como cirrose e insuficiência hepática;

Comprometimento do coração, com miocardiopatias e arritmias;

Perda de memória e demência alcoólica;

Síndrome de abstinência severa, com convulsões e risco de morte;

Isolamento social, perda de emprego, rupturas familiares e problemas judiciais.

De acordo com a OMS, o álcool é responsável por mais de 3 milhões de mortes por ano no mundo, sendo um dos maiores fatores de risco evitáveis para doenças e mortes precoces.
O mito de que pequenas doses de álcool poderiam trazer benefícios para a saúde foi amplamente desmentido. A ciência atual mostra que, quanto menos álcool, melhor. E no caso dos jovens, o ideal é nenhuma gota.
Diante dos dados, a OMS recomenda ações de saúde pública mais rigorosas, como o aumento de impostos sobre bebidas alcoólicas, restrições à propaganda e venda para menores, campanhas educativas e ampliação do acesso a serviços de tratamento para dependência.
O alerta está lançado. Celebrar a vida não deve custar a saúde — nem a própria vida.

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