Pausa aconteceria durante o Ramadã, que vai até 9 de abril. Israel não é obrigado a acatar, mas secretário-geral da organização pediu que governo aceite a decisão.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas votou favoravelmente a uma resolução que exige um cessar-fogo imediato na região de Gaza. Esta decisão, liderada por um grupo rotativo de dez nações com Moçambique à frente, marca a primeira vez que o Conselho alcança um consenso sobre a necessidade de interromper os conflitos na Palestina.
Desde outubro de 2023, Israel tem conduzido uma ofensiva militar em resposta à incursão do grupo terrorista Hamas em território israelense, resultando em inúmeras vítimas. Embora a adesão de Israel às resoluções do Conselho de Segurança da ONU não seja obrigatória, o Secretário-Geral, Antonio Guterres, instou o governo israelense a respeitar a decisão do conselho após a votação.
A resolução especifica que o cessar-fogo deve vigorar durante o mês do Ramadã, um período sagrado para os muçulmanos que se estende de 10 de março a 9 de abril, mas também apela para uma extensão dessa trégua até que se torne permanente.
Além disso, a resolução exige a libertação imediata e incondicional de reféns e destaca a urgência de aumentar o fluxo de ajuda humanitária para Gaza.
Notavelmente, esta é a primeira vez desde o início dos conflitos entre Israel e o Hamas que nenhum país votou contra a medida, com 14 votos a favor e apenas uma abstenção dos Estados Unidos.
Na semana anterior, uma proposta similar dos EUA foi vetada pela China e pela Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança com poder de veto. O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, criticou os EUA por sua mudança de postura tardia em relação ao cessar-fogo, acusando-os de ignorar as mortes que já ocorreram em Gaza.
A resolução representa uma mudança na política dos EUA em relação ao conflito, que anteriormente vinha bloqueando propostas de cessar-fogo. A proposta rejeitada pelos membros permanentes do Conselho de Segurança instava a um cessar-fogo imediato e sustentado, destacando a importância de esforços diplomáticos para alcançar uma paz duradoura.
O Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, enfatizou a necessidade de proteger os civis afetados pelo conflito e trabalhar em conjunto com Egito e Catar para alcançar um acordo de cessar-fogo que inclua a libertação de reféns, durante sua visita à Arábia Saudita para discutir a situação entre Israel e o Hamas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.