A edição 2023 de um dos principais eventos de tecnologia e inovação do Brasil conta com mais de 300 empresas e muitas delas apostaram nas ferramentas de realidade virtual e realidade aumentada. Feira tecnológica acontece no Píer Mauá até sexta-feira (6). Simulador de surfe com realidade virtual no Rio Innovation Week
Raoni Alves/g1
O primeiro dia do Rio Innovation Week, evento de inovação e tecnologia que acontece entre os dias 3 e 6 de outubro, no Píer Mauá, no Centro do Rio, foi marcado pela forte presença das ferramentas de realidade virtual e realidade aumentada. Grande parte das mais de 300 empresas presentes, apresentaram produtos com essas tecnologias.
Entre as aplicações que encantaram o público estão ferramentas que permitem, por exemplo, um voo de asa-delta, a prática do surf e a participação coletiva em jogos de diferentes realidades. Sem sair do lugar, o usuário só precisa decidir qual aventura vai aproveitar.
Em entrevista ao g1, Michel Fernandes, especialista de experiência do usuário do Senac-RJ, e o design 3D da empresa Anitya, Vitor Milagres, comentaram sobre as diferentes aplicações dessa tecnologia e seus benefícios.
“A gente está vivendo um momento de grande aumento na procura por essa tecnologia, muito por conta dos investimentos que aconteceram pra que isso chegasse em mais pessoas. São muitas iniciativas de acessibilização também, pra vários níveis diferentes”, disse Milagres.
“Além da área do entretenimento, tem muitos projetos na área da educação, na moda, na engenharia e arquitetura. (…) Isso de alguma forma faz com que essa tecnologia chegue no dia a dia das pessoas, sem que a ferramenta seja desconfortável”, analisou Vitor Milagres.
Rio Innovation Week 2023 reúne mais de 1,7 mil palestrantes no Píer Mauá
Diversão e inclusão
Simulador de asa delta no Rio Innovation Week
Raoni Alves/g1
Nos 60 mil metros quadrados do evento, as atrações mais curtidas pelo público foram as que proporcionavam experiências virtuais.
Para Monique Medeiros, que estava no evento a trabalho, a experiência mais legal foi a de poder surfar ondas gigantes através da realidade virtual.
“Muito maneiro, muito bacana. Fiquei supercontente com o simulador de surf, bem original. Peguei várias ondas. Radical”, celebrou.
Na visão de Monique, a tecnologia de realidade virtual deve chegar no dia a dia das pessoas muito em breve.
“Com certeza eu acho que esse tipo de tecnologia vai estar cada vez mais presente no nosso dia a dia. Acho que tem uma probabilidade que cada vez mais isso seja normal. Novos experimentos, outras coisas no mercado. É uma novidade que vai tá presente no mundo como um todo”, comentou.
Também na área do esporte radical, a Prefeitura de Macaé levou para o seu stand uma experiência inusitada. No local, qualquer pessoa podia curtir um passeio de asa-delta.
Outra opção para a utilização coletiva da ferramenta é no stand da empresa argentina 3dar. Lá, eles apresentam o jogo Eggscape, onde os jogadores são ovos lutando para sobreviver em um mundo cheio de inimigos.
Experiências de realidade virtual no Rio Innovation Week
Raoni Alves/g1
Através dos equipamentos, os participantes podem enxergar o mundo real e interagir com o ambiente, criando níveis e aventuras únicas – você pode jogar sozinho ou com os amigos.
“Achei muito legal essa experiência de realidade aumentada. É uma coisa que a gente não vê todo dia. Então foi uma grande oportunidade. Muito interessante”, comentou o estudante Luiz Paulo Corrêa.
A ferramenta da empresa 3dar oferece a experiência de realidade aumentada, que mistura o mundo real com elementos virtuais.
“A primeira coisa que eu percebi quando coloquei o óculos é que a gente acha que vai ver um outro mundo, mas aqui a gente conseguia ver as pessoas passando e ao mesmo tempo ver o jogo acontecendo. Isso foi muito legal”, disse Ana Beatriz.
Sobre o evento, a combinação sustentabilidade é tecnologia também ganhou destaque.
“O evento tá bem legal. Ele tá sendo voltado pra sustentabilidade, pelo menos esse primeiro dia, então essa combinação sustentabilidade e tecnologia é muito interessante. E muitas opções de realidade virtual, o que é muito legal”, comentou Alice.
Os amigos Luiz Paulo, Ana Beatriz e Alice Vitória, alunos do CEFET, do curso técnico de informática, aproveitaram o dia no Rio Innovation Week para conhecer como está o mercado profissional da área que escolheram.
“Esse é um ambiente muito legal pra gente se integrar com o que tá acontecendo de novidade nessa área”, disse Luiz.
Realidade virtual em diferentes áreas
No espaço do Senac-RJ no Rio Innovation Week, a experiência é educativa e de descobrimento.
Segundo os desenvolvedores, quem passa pela sala imersiva entra em um mundo novo e passa a responder algumas questões para saber em qual ilha ela vai chegar. O resultado mostra qual área da tecnologia mais se adapta a determinado usuário, seja a ilha de dados, de programação ou de infraestrutura e rede.
“O objetivo principal foi dar para o participante a possibilidade dele entrar no metaverso, como também sair com alguma coisa. De descobrir qual o perfil dele. Ou desperta uma curiosidade nele”, comentou Michel Fernandes.
Para Vitor Milagres, as novas tecnologias devem focar na inclusão. O especialista acredita que quanto mais a ferramentas tecnológicas fizerem parte do dia a dia de pessoas de realidades diferentes, melhores vão ser os produtos desenvolvidos nessa área.
“Uma parte muito forte desse setor tem que atuar em projetos sociais, que estão acessibilizando essa ferramenta. Públicos que normalmente são marginalizados desse tipo de tecnologia e conhecimento. E essa galera quando é trazida pro front de pensamento, trazem várias narrativas que sempre foram colocadas de lado. Um exemplo é a galera do projeto 2050, um projeto do Santo Amaro. Lá criaram um laboratório tecnológico colocando toda a comunidade em volta de narrativas novas para esse mercado”, exemplifica Vítor.
“A gente conseguir levar essa tecnologia para aquelas pessoas que não tem nenhum tipo de conhecimento sobre aquilo é o ponto principal que deve ser levado em consideração”, completou Michel Fernandes.
A inclusão desse público diversificado na elaboração de novas tecnologias ou na aplicação de ferramentas que já existem, como a realidade virtual, pode levar a massificação desses produtos, segundo Vitor Milagres.
“Futuramente isso pode criar um profissional que tenha uma linguagem super sofisticada, que é a linguagem popular”, disse Vítor.
Na opinião de Michel, o futuro é a junção de vários tipos de tecnologia em uma mesma ferramenta, como por exemplo, a realidade virtual, aumentada e a inteligência artificial.
“Hoje temos muitos produtos de realidade aumentada, uma pegada muito forte de inteligência artificial, que é a aprendizagem de máquina, e eu percebo que os caminhos estão convergindo, em algum momento eles vão andar juntos”, comcluiu Michel.
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