Ação aconteceu nesta segunda-feira (2), em frente ao Ministério público do Rio de Janeiro. Thiago Menezes Flausino
Reprodução
Parentes de vítimas de ações policiais fizeram um ato na porta do Ministério Público, para cobrar agilidade nas investigações.
Entre as famílias, haviam pessoas que cobravam respostas há sete anos, há dois ou há apenas alguns meses.
“Perdi o meu filho, Wallace, ele só tinha 16 anos, em 2005. Ele levou dois tiros pelas costas à queima roupa. E meu marido perdi no ano passado, também pelo estado, um tiro no coração”, contou a dona de casa Rosilene Ramos.
Sônia Bonfim, que viu o marido William Vasconcelos, e o filho, Samuel Bonfim Vicente, serem mortos quando iam socorrer a namorada de Samuel de moto, também estava presente ao protesto.
“Meu caso está parado, já tem dois anos, até agora nada, se a gente não fizer o que a gente está fazendo aqui, meu caso não vai andar. Eu quero uma resposta”, diz Sônia.
Entre os casos mais recentes estão o de Guilherme Vilar Bastos, morto em novembro do ano passado no Complexo da Maré, na Zona Norte, durante uma operação policial, e que completaria 20 anos neste dia 2 de outubro.
“Hoje Guilherme estaria completando 20 anos, eu poderia estar na minha casa com a filha dele fazendo aquele almoço que todo ano a gente sempre fazia, almoço, bolo, mas não. Estou aqui na porta do MP junto com outras mães em busca de justiça e respostas, disse Rafaela Vilar, irmã de Guilherme.
E também o caso de Thiago Flausino, de 13 anos, morto na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, durante ação da Polícia Militar, no dia 7 de agosto.
No dia 28 de setembro, a Justiça do Rio determinou que os quatro policiais envolvidos no assassinato do adolescente fossem soltos. A decisão é do juiz Leonardo Rodrigues da Silva Picanço, da Auditoria Militar.
Apesar da soltura, os policiais vão cumprir medidas cautelares, e não podem voltar a trabalhar nas ruas e estão proibidos de entrar em contato com a família de Thiago Flausino.
Thiago Flausino estava na garupa de uma moto quando foi atingido por disparos. A família, que reuniu provas pra mostrar que o jovem não era criminoso, pede Justiça – assim como inúmeras outras famílias que convivem com a dor da perda.
“Que esses PMs sejam responsabilizados pelo o que fizeram, que isso não fique impune, que eles fiquem de exemplo para que outros policiais não façam mais isso que eles fizeram”, disse.
A Polícia Civil disse que cada investigação conta com suas peculiaridades e só é concluída mediante provas consistentes obtidas pela polícia.

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