Unidade de segurança fica na Maré e faz divisa com a Favela Nova Holanda, que segundo a PM é uma área de risco. Um muro lateral do 22º BPM (Maré), na Zona Norte do RIo desabou no começo do mês passado e ainda não foi reerguido, apesar da unidade de segurança ter ficado vulnerável com a queda. Os policiais estão sendo obrigados a darem plantões para impedir a invasão de criminosos.
Imagens feitas na tarde desta segunda-feira (2) pelo Globocop mostram que o problema persiste. Segundo relatório interno, o trecho que caiu no dia 8 de setembro tem cerca de 50 metros. Ninguém se feriu, mas cabos de energia se arrebentaram e parte do batalhão e da comunidade ficaram sem luz.
A própria PM já sabia há mais de dois anos que a parede poderia cair, mas nada foi feito. Outro documento mostra que em 2021 a corporação já sabia que muros laterais do batalhão poderiam cair ofereciam riscos para a segurança dos policiais e de moradores.
A unidade fica colada na Favela da Nova Holanda, área que, segundo a PM, é considerada crítica. Um colégio também fica na divisa com o batalhão – ali, uma obra começou em julho. A intervenção teve prioridade por causa da proximidade com a escola.
Com os dois muros aberto, o comando da unidade pediu ajuda e disse que o batalhão ficou em “completa vulnerabilidade”, além de pedir a criação de um posto de guarda do aquartelamento.
A Polícia Militar disse que já está fazendo obras de melhorias no batalhão. Entre os serviços, a reconstrução do muro e a retirada de uma caixa d’água. Sobre os carros abandonados, a PM disse que os sessenta e quatro veículos serão leiloados em breve.
Muro do Batalhão da Maré caiu há mais de um mês
Reprodução/TV Globo

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