Suede Oliveira Júnior, de 44 anos, estava na Street Lapa. Vítima chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos. Fato aconteceu em agosto. Suede Oliveira Júnior
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Um laudo do Hospital Municipal Souza Aguiar aponta que o modelo Suede Oliveira Júnior, de 44 anos, que morreu em agosto deste ano, depois de cair do terceiro andar da Street Lapa, boate que fica na Região Central do Rio, mostra que a vítima pode ter sido perfurada na barriga antes de despencar.
De acordo com o boletim de atendimento da unidade hospitalar, Suede apresentava provável lesão por arma branca na região direita do abdômen e sangramento na região do crânio.
As investigações da morte do jovem seguem na 5ª DP (Mem de Sá) sem mum desfecho. De acordo com o Corpo de Bombeiros o espaço estava interditado desde 2021, por estar com a documentação irregular.
“É doloroso [ter essa notícia]. Além da perda, [que você acha que foi] provavelmente por um acidente e aí num laudo vem dizendo que ele sofreu uma perfuração de arma branca. Você fica sem entender”, desabafa Ednalda Maria de Oliveira, mãe de Suede.
Street Lapa funciona em um casarão sem qualquer tipo de identificação
Reprodução/TV Globo
Na manhã desta segunda-feira (2), o RJ1 esteve na Street Lapa para falar com o responsável, o empresário Jorge Nascimento. NO entanto, ele não foi encontrado.
Há dois meses, quando Suede morreu, Nascimento usou as redes sociais para dizer que estava “em contato constante com os familiares para prestar todo o apoio necessário”.
Entretanto, a família desmente o empresário.
Jorge Luiz do Nascimento Junior dono da Street Lapa
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“Não tivemos nada disso. [O enterro] saiu tudo do nosso bolso, meu acompanhamento é por mim, pelo meu trabalho. Não tem ajuda nenhuma e eles nem se mostraram, não entraram mais em contato com a gente, não fizeram mais contato nenhum”, afirma Ednalda.
O advogado Júlio César da Silva, que defende a família de Suede, afirmou que vai pedir acesso ao inquérito que apura a morte do modelo e quer entender como um espaço sem permissão estava funcionando.
“[Os] Próximos passos agora é ter acesso ao inteiro teor do inquérito policial e aí, em contato com a família, a gente vai decidir com certeza, talvez, até uma medida judicial, junto a Prefeitura, pra entender como uma boate nessa localidade aqui no Centro do Rio consegue funcionar sem alvará, sem autorização”. 
A mãe do rapaz espera que a justiça seja feita e os responsáveis punidos.
“A gente cansa por não poder fazer nada. A gente fica pensando que as impunidades são mais fortes do que a justiça. Um ser humano que saiu pra se divertir e perde a vida por nada,. Ninguém se importa com isso. Nos sentimos abandonados pela justiça, pelos órgãos responsáveis”.

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