Decisão do juiz Alexandre Abrahão, do 3º Tribunal do Júri, foi na quarta-feira (27). Casal de idosos Geraldo Coelho, 73 anos, e Osélia Coelho, 72, foram mortos na casa de Cristiano Lacerda, no ano passado. Cristiano Lacerda foi preso em flagrante pelo assassinato dos pais do namorado, Geraldo e Oselia.
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O oficial da Marinha, Cristiano da Silva Lacerda, acusado de matar os pais do seu ex-namorado no ano passado vai a júri popular. O militar responde por homicídio triplamente qualificado.
A decisão é do juiz Alexandre Abrahao, do 3º Tribunal do Júri, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Na madrugada de 25 de junho de 2022, Cristiano matou a facadas o casal de idosos Geraldo Coelho, 73 anos, e Osélia Coelho, 72 anos, em sua casa no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o oficial da Marinha matou as vítimas por meio cruel, com “elevado número” de facadas. As vítimas foram surpreendidas quando estavam deitadas no sofá-cama, não tendo qualquer chance de defesa.
De acordo com o processo, o crime ocorreu por vingança, pois o acusado, inconformado com o fim do relacionamento amoroso que mantinha com o filho das vítimas, “quis lhe causar intenso sofrimento assassinando seus pais, ambos idosos”, explica o juiz.
O oficial da Marinha foi preso em flagrante e permanece detido em prisão preventiva. Em sua decisão, na quarta-feira (27), o juiz Alexandre Abrahão considera que o acusado “ainda nutre intenso desejo de impor sofrimento e punição a Felipe da Silva Coelho, seu ex-namorado e filho das vítimas”.
Em uma das audiências, Felipe pediu para prestar depoimento sem a presença de Cristiano. O magistrado considerou que o filho das vítimas necessitava de “o mínimo de paz e segurança para narrar os fatos com isenção em eventual Sessão Plenária”.
O julgamento de Cristiano ainda não tem data para acontecer.
A Justiça considera três situações como qualificadoras para o crime praticado pelo oficial da Marinha:
Motivo torpe – A suposta insatisfação do acusado com o término de seu relacionamento amoroso com o filho das vítimas e o suposto desejo de lhe causar sofrimento;
Meio cruel – Múltiplos golpes de faca contra as vítimas levando a um alto grau de sofrimento aos idosos
Dificuldade de defesa – As vítimas foram, em tese, atacadas de surpresa, quando já estavam deitadas para dormir
O g1 tenta contato com a defesa de Cristiano.
“Estamos satisfeitos com o resultado obtido até aqui, tanto com a manutenção da prisão, quanto com o bloqueio do patrimônio do réu e o acolhimento de todas as qualificadoras, quais sejam, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.”, explicou Ricardo Sidi, advogado que representa o filho das vítimas.

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