Três pessoas ficaram feridas depois que criminosos atiraram granada dentro de ônibus. ‘Foi uma cena de terror, coisa de filme! É uma coisa pavorosa’, afirmou uma testemunha. Testemunhas de ataque a ônibus no Rio relatam pavor, assalto e ameaças
Passageiros e testemunhas da explosão de uma granada caseira dentro de um ônibus na noite desta quarta-feira (27) dizem que viveram momento de pânico e terror e que, além de roubarem, os bandidos ameaçaram o motorista antes de jogarem a bomba no veículo na Avenida Brasil, na altura de Barros Filho.
“Tá tudo parado, cheio de polícia. Os bandidos tacam bomba dentro do meu ônibus, tem duas pessoas ensanguentadas morrendo”, disse uma passageira.
Os momentos de pânico foram vividos dentro de um coletivo da linha 771, que vai da estação de metrô de Coelho Neto até Campo Grande.
Segundo os relatos, os bandidos fizeram um arrastão na Avenida Brasil, na altura do Complexo do Chapadão, em Barros Filho.
“Foi uma cena de terror, coisa de filme! É uma coisa pavorosa, sabe? Eles poderiam levar celular, bolsa, mas tacar bomba? O pessoal estava vindo do trabalho. Todo mundo ali era trabalhador”, afirmou uma testemunha.
Granada caseira é detonada dentro de ônibus durante arrastão
Vídeos mostram o desespero dos passageiros e outras vítimas da ação criminosa.
“Acabou de ter assalto e arrastão. Ele está machucado, pelo amor de Deus, o que eu faço?”, diz outra passageira.
Pelo menos cinco homens encapuzados renderam o motorista, assaltaram e ameaçaram os passageiros. Depois disso, eles jogaram a bomba, que detonou na hora.
“Já tinha tacado pneu na pista. Entraram pedindo bolsa, celular, sabe? Pegou o motorista, apontou a arma pra cabeça do motorista, jogou ele lá pra fora, puxou ele. Falou que ia tacar bomba dentro do ônibus”, conta a testemunha.
Três pessoas ficaram feridas, entre elas um homem que tem quadro de saúde grave.
A motivação do ataque partiu da disputa pelo controle do tráfico de drogas entre duas facções rivais. Segundo moradores, traficantes do Complexo da Pedreira coordenaram essa ação na área do Chapadão para direcionar os esforços policiais para o local e facilitar a guerra para eles.
Na tarde de quarta (28), intensos confrontos foram registrados e quatro estações de trens da Supervia ficaram cerca de uma hora fechadas para proteger funcionários e passageiros.
A Polícia Militar reforçou o policiamento no local.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.