Operação Minotauro investiga um grupo criminoso suspeito de importar anabolizantes em forma de matéria-prima para vender produtos ilegalmente no país. Comercialização do produto irregular era feita pelas redes sociais. Justiça determinou o bloqueio dos perfis. PF realiza operação contra um grupo especializado na venda de anabolizantes adulterados por rede sociais
Durante as investigações da Polícia Federal (PF), que resultou na operação desta quinta-feira (28) contra a venda ilegal de anabolizantes, os policiais descobriram que só um dos vendedores movimentou meio milhão de reais em um mês.
Andresa Lopes, que tem milhares de seguidores nas redes sociais, mora na Ilha do Governador, na Zona Norte, e na casa dela os agentes encontram nesta quinta material irregular. De acordo com os agentes, entre março e abril deste ano, a mulher recebeu em sua conta R$ 500 mil oriundos das vendas dos produtos.
Outros alvos são Cristiely Rodrigues e Rafael Retamero. Todos eles, segundo a PF, seriam vendedores dos produtos piratas. Em suas residências, os agentes da PF encontraram anabolizantes. Eles terão que depor na investigação.
A TV Globo tenta falar com a defesa dos citados.
Mandados pelo Brasil
Ao todo, são cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em seis estados. 9 em São Paulo — sendo quatro em São José dos Campos e um em Guaratinguetá —, sete no Rio de Janeiro, três no Paraná, e um no Ceará, Espírito Santo e Minas Gerais.
No RJ são cumpridos nas cidades:
Rio (2);
Itaocara (2);
Petrópolis, Arraial do Cabo e Niterói (1).
Cristiely, Rafael e Andressa, alguns dos alvos da Operação Minotauro, da PF, no RJ
Reprodução/TV Globo
Vinte perfis em redes sociais, que seriam usados para venda dos produtos, foram bloqueados pela Justiça (leia mais abaixo).
A Operação Minotauro investiga um grupo criminoso suspeito de importar anabolizantes em forma de matéria-prima para vender produtos ilegalmente no mercado nacional.
Investigação
A investigação foi iniciada pela Polícia Federal em São José dos Campos há seis meses após encomendas enviadas da Holanda e da China serem apreendidas pela Receita Federal em Curitiba (PR).
As mercadorias eram testosterona em forma de pasta e tinham como destinatário um morador de São José dos Campos, no interior de São Paulo.
Desde o início das investigações, a PF já identificou 233 postagens com esteroides como anabolizantes, primobolan, durateston, masteron, dianabol, stanozolol, oxandrolona e hemogenim.
A Justiça determinou o bloqueio de 20 perfis nas redes sociais, que são usados por atletas e influenciadores digitais que promovem e vendem os produtos.
Os destinos das vendas eram cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Pernambuco.
Os alvos podem responder pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais e associação criminosa. Caso sejam condenados, as penas podem chegar a 18 anos de prisão.

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