Jornal da Zona Sul e Zona Norte do Rio de Janeiro

Após ajustes, unidade prisional da PM em Niterói volta a receber presos


Entre os acautelados que voltaram para a unidade estão o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopez, condenado pela morte da juíza Patrícia Lourival Acioli. Sede da Unidade Prisional da Polícia Militar em Niterói, em foto de arquivo
Ari Peixoto/TV Globo
Após reforma na Unidade Prisional da PM, em Niterói, o local voltou a receber presos nesta sexta-feira (5). O local havia sido interditado depois de indícios de regalias para os acautelados.
Os presos Mauro Rogério Nascimento de Jesus, vereador de Nilópolis; tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes, condenado pela morte da juíza Patrícia Lourival Acioli; capitão Marcelo Queiroz dos Anjos; e capitão Marcelo Baptista Ferreira, que estavam em Bangu 8, já retornaram para Niterói.
Agora, após as reformas, o local está:
sem a área privativa nos fundos da ala dos oficiais;
sem copa exclusiva;
com vedação nas janelas e portas externas com tela de arame para evitar o lançamento de itens proibidos;
sem isopor nos tetos das celas da ala dos oficiais;
sem TV na área de vivência dos oficiais;
sem trincos internos nas celas;
com instalação de câmera e gravação de imagens no corredor da ala dos oficiais.
Estão em andamento ainda:
a substituição das portas de madeira por portas de ferro com visores;
a pintura do prédio da ala dos oficiais;
a reforma no interior das celas da ala de oficiais, visando a adequar as determinações da Vara de Execuções Penais, com previsão de término em 90 dias.
Em junho e julho, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira já tinham retornado para a unidade prisional da PM, depois de também terem ido para Bangu por conta das mesmas regalias.
Relembre as regalias
Celulares, anabolizantes, cigarros eletrônicos e listas de encomendas a restaurantes: tudo isso foi encontrado durante uma vistoria no presídio onde o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, cumpria pena e para onde já voltou.
Dentro de uma sacola jogada para a ala de visitação, onde estavam Cabral e o tenente coronel Claudio Luiz de Oliveira — também condenado pela morte da juíza —, por exemplo, além de dois celulares, estavam mais de R$ 4 mil em dinheiro e vários cigarros de maconha.
Em uma das mesas, também na área onde Cabral e o coronel estavam, os agentes encontraram um caderno com registros de pagamentos. Um deles, um banquete árabe com esfihas, kafta e lentilha, num total de R$ 1.508.
Banquete de R$ 1,5 mil e toalha bordada: as regalias de Cabral no presídio da PM
Na cela de Sérgio Cabral, foram encontradas toalhas bordadas com o nome do ex-governador.
“Achamos condições diferentes do que se espera para uma pessoa que está presa”, destacou Marcelo Rubioli, juiz da Vara de Execuções Penais/RJ.

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