As espécies cultivadas nos viveiros da Companhia são usadas na recuperação de matas ciliares e na preservação da Mata Atlântica. Somente em 2021, mais de 120 mil mudas foram distribuídas a projetos de reflorestamento em 44 municípios do Estado do Rio de Janeiro.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Após concentrar esforços em serviços de limpeza em Petrópolis, cidade da Região Serrana atingida por temporal no dia 15 de fevereiro, equipes do Replantando Vida, programa da Cedae que consiste na ressocialização de apenados, vão retomar os trabalhos de doações de mudas florestais. Nesta semana, Piraí, na Região Centro-Sul Fluminense; São Fidélis, no Noroeste; e Aperibé, no Norte do Estado, receberão um total de sete mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Enquanto isso, equipes do Replantando Vida vão continuar atuando diariamente em Petrópolis.

Cedae, por meio do Programa Replantando Vida, já viabilizou a doação de mais de 60 mil mudas

Nesta terça-feira, 3 mil mudas serão destinadas a Piraí, onde produtores rurais farão o reflorestamento de áreas de preservação permanente. Na quinta, 17, será a vez de São Fidélis e Aperibé receberem duas mil mudas cada, também para ações locais de reflorestamento.

As ações ocorrem em parceria com as Secretarias Municipais de Meio Ambiente e, entre as espécies doadas, estão cajá-mirim, jatobá, jenipapo, sapoti, uvaia, araçá roxo, jabuticaba, pitanga, aldrago, araribá e ipê amarelo.

Somente neste ano, a Cedae, por meio do Programa Replantando Vida, já viabilizou a doação de mais de 60 mil mudas, contribuindo para a recuperação de uma área de aproximadamente 36 hectares de mata.

Municípios e/ou instituições interessadas em estabelecer parcerias para atividades de reflorestamento podem entrar em contato com a Companhia pelo e-mail replantandovida@cedae.com.br.

Sobre o Replantando Vida

Unindo preservação ambiental e ressocialização de apenados do sistema prisional estadual, o programa Replantando Vida mantém viveiros florestais na Estação de Tratamento de Águas (ETA) do Guandu, na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de São Gonçalo, na ETE Alegria, no Reservatório Victor Konder, na Caixa Velha da Tijuca, no Complexo do Alemão e na Colônia Penal Agrícola de Magé. As unidades têm capacidade de produzir 1,8 milhão de mudas por ano de 254 espécies nativas da Mata Atlântica, das quais 40 estão ameaçadas de extinção.

As espécies cultivadas nos viveiros da Companhia são usadas na recuperação de matas ciliares e na preservação da Mata Atlântica. Somente em 2021, mais de 120 mil mudas foram distribuídas a projetos de reflorestamento em 44 municípios do Estado do Rio de Janeiro. Ao longo de 20 anos, mais de 4 milhões de mudas foram produzidas.

Todos os viveiros contam com a mão de obra de apenados dos regimes semiaberto, aberto e em liberdade condicional, que integram o programa, fruto do contrato entre a Cedae e a Fundação Santa Cabrini. Além dos trabalhos ligados à área ambiental, os participantes desempenham diversas atividades na Cedae, como serviços gerais dos setores administrativos e operacionais; confecção de uniformes da companhia e máscaras de proteção contra a covid-19; manutenção de áreas verdes e jardinagem; obras e reparos. Eles recebem remuneração pelo serviço prestado, auxílios transporte e alimentação, além do benefício de redução de um dia de pena a cada três trabalhados.

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