O último reajuste de tarifas ocorreu em fevereiro de 2019 e era preciso repassar o aumento dos custos para o valor da passagem para compensar os “insumos que incidem sobre a prestação do serviço”, a alta do combustível e as cerca de 15 mil demissões de rodoviários. 

Por Redação, com Brasil de Fato – do Rio de Janeiro

Desde a última terça-feira, as passagens dos ônibus intermunicipais do Rio de Janeiro estão mais caras. O aumento autorizado pelo Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro) foi de 10% para os ônibus da região metropolitana, 6% para os ônibus urbanos que circulam nas demais regiões do estado e 4% para os rodoviários não metropolitanos.

Aumento foi de 10% para os ônibus da região metropolitana

O aumento foi publicado em uma portaria na última sexta-feira. Segundo o Detro, o último reajuste de tarifas ocorreu em fevereiro de 2019 e era preciso repassar o aumento dos custos para o valor da passagem para compensar os “insumos que incidem sobre a prestação do serviço”, a alta do combustível e as cerca de 15 mil demissões de rodoviários.

No total, 90 empresas incorporaram o aumento, que atinge cerca de 32 milhões de passageiros no Rio.

Reajuste dos trens adiado

O reajuste da tarifa dos trens, por sua vez, previsto para ocorrer nesta sexta-feira (4) será adiado mais uma vez. A Agência Reguladora dos Transportes no estado do Rio (Agetransp) autorizou em janeiro o aumento da tarifa para até R$ 7. Desde então, a SuperVia e o governo do estado vêm tentando chegar a um acordo para que o reajuste não pese tanto no bolso do passageiro, que hoje paga R$ 5 pela passagem.

A nova tarifa deveria, por contrato, ter entrado em vigor no início de fevereiro, mas foi adiada inicialmente para a próxima sexta. Na quarta-feira, a Secretaria Estadual de Transportes, no entanto, informou que, “até que sejam concluídas as negociações entre o Governo do Estado e a Supervia, a vigência do reajuste tarifário do sistema ferroviário será adiada”.

ASuperVia informou em nota que ainda não foi batido o martelo sobre o novo preço da passagem e que também não está definida a data em que o aumento passará a vigorar. A Agetransp afirma que a negociação cabe apenas à concessionária e ao estado.

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