A greve se iniciou cerca de uma semana depois de a prefeitura decretar a caducidade parcial dos contratos de concessão, assumindo em definitivo a operação do BRT pela estatal Mobi-Rio até a realização de uma nova licitação para operar o sistema.

Por Redação, com Brasil de Fato – do Rio de Janeiro

Na madrugada desta sexta-feira, os motoristas do BRT do Rio de Janeiro entraram em greve. Eles reivindicam melhores condições de trabalho, segurança e reajuste salarial. A paralisação somou todos os cerca de 200 veículos articulados que operam nos corredores Transolímpico, Transoeste e Transcarioca.

Três corredores do sistema de ônibus estão parados

A greve se iniciou cerca de uma semana depois de a prefeitura decretar a caducidade parcial dos contratos de concessão, assumindo em definitivo a operação do BRT pela estatal Mobi-Rio até a realização de uma nova licitação para operar o sistema.

Ao todo, 480 motoristas trabalham no BRT, segundo informações do Sindicato dos Rodoviários divulgadas em nota na manhã desta sexta-feira.

”Eles reivindicam que seja realizado um novo contrato que garanta todos os direitos dos funcionários, incluindo férias, 40% do FGTS em caso de demissão, auxílio-desemprego, reajuste salarial, ticket-alimentação, plano de saúde, pagamento de horas extras, além da contratação de funcionários que foram afastados pelo INSS porque estão com problemas de saúde”, diz o texto do sindicato.

No Twitter, o prefeito Eduardo Paes afirmou que o movimento teria o apoio dos empresários de ônibus, que estariam descontentes com a perda da operação do sistema.

– Tem empresário de ônibus insatisfeito com a encampação e usando trabalhadores do BRT para reconquistar a concessão. Lamento informar que eles não serão bem sucedidos. Estamos trabalhando para restabelecer o sistema – disse Paes.

Em resposta, o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) rebateu as críticas por meio de nota.

A paralisação

“O Rio Ônibus repudia o posicionamento do prefeito Eduardo Paes e ressalta que a paralisação é uma das consequências do que a inércia e a falta de governança do poder público são capazes de fazer, deixando milhares de passageiros sem ônibus”, diz trecho do comunicado.

Também em nota enviada à imprensa, a prefeitura disse que não recebeu comunicado prévio sobre a paralisação ou pauta de reivindicações.

“Trata-se de uma greve ilegal. Sem qualquer tipo de aviso prévio, os motoristas do sistema BRT entraram em greve. A prefeitura do Rio, por meio da empresa MOBI-Rio, orienta à população que procure outra alternativa de transporte público para se locomover”.

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