Jornal da Zona Sul e Zona Norte do Rio de Janeiro

Servidor condenado por ligação com tráfico de drogas se entrega à polícia; salário dele continua sendo pago com dinheiro público

Atualmente, Luciano Pinheiro estava cedido para a Secretaria Estadual de Saúde. Mesmo condenado em 2014, ele recebe salário, pago com dinheiro público, até hoje. Servidor da secretaria estadual de Administração Penitenciária condenado por associação ao tráfico recebe salários normalmente
O servidor público Luciano Pinheiro, lotado na Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) e condenado por ligação com o tráfico de drogas, se entregou à polícia na noite desta quarta-feira (29). Mesmo condenado em 2014, ele continua recebendo salário, que é pago com dinheiro público, até hoje.
Luciano teve prisão decretada no dia 30 de julho deste ano. A sentença já transitou em julgado, ou seja, não cabe recurso. Mesmo depois de meses sumido, ele vai aguardar em prisão domiciliar a decisão da Vara de Execuções Penais sobre o cumprimento da pena.
Atualmente ele estava cedido para a Secretaria Estadual de Saúde, há meses ele não aparecia para trabalhar. De acordo com as investigações, mesmo com ficha criminal, ele não deixou de assumir cargos públicos nos quadros do estado.
Em 2019, Luciano chegou a ser contratado para um cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Rio e esteve lotado no gabinete do presidente da casa, Andre Ceciliano (PT).
Nomeado inspetor após condenação
Após a história vir à tona, ele foi exonerado. Em agosto do ano passado, O RJ1 mostrou que, mesmo condenado, Luciano tinha sido nomeado inspetor de presídio pela Secretaria de Administração Penitenciária.
Na ocasião, a Seap afirmou que o servidor não tinha a condenação transitada em julgado e tinha sido classificado em concurso.
De janeiro até maio desse ano, Luciano esteve lotado no gabinete do subsecretário da Subsecretaria Geral da Seap, Gilberto Mainoth.
Foi nesta subsecretaria que, em junho, ele e mais 16 servidores acabaram investigados por suspeita de furar a fila da vacina contra Covid.
De acordo com a Seap, desde o dia 31 de agosto desse ano o servidor está cedido para a Secretaria Estadual de Saúde.
Há nove dias, o RJ1 perguntou às secretarias estaduais de Administração Penitenciária e de Saúde quando foi a última vez que Luciano bateu ponto no trabalho. mas, até agora, nenhuma das duas secretarias respondeu.
Preso em 2014
Luciano foi preso em 2014, no Complexo da Maré, após ser apontado como informante do traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P.
Os investigadores afirmaram que Luciano fazia a ponte entre o Menor P e o ex-chefe do tráfico da Rocinha, Antônio Bonfim Lopes, o Nem.
Apesar da condenação, Luciano conseguiu sair da cadeia na época, já que a justiça permitiu que ele recorresse em liberdade.

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