De acordo com a PF, agentes públicos facilitaram a entrada de pessoas e itens proibidos em unidades prisionais do Estado e libertaram pessoas contra as quais ainda havia mandados de prisão pendentes de cumprimento.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta terça-feira três mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão contra um suposto esquema criminoso estabelecido na cúpula da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro. Os alvos da operação Simonia são suspeitos de favorecer lideranças de uma facção criminosa fluminense.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca

De acordo com a PF, agentes públicos facilitaram a entrada de pessoas e itens proibidos em unidades prisionais do Estado e libertaram pessoas contra as quais ainda havia mandados de prisão pendentes de cumprimento.

Há ainda a suspeita de que esses agentes realizaram diligências para viabilizar o retorno, para o Rio de Janeiro, de criminosos detidos na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.

A investigação contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e do Departamento Penitenciário Federal (Depen).

Milícia

Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO) realizam, nesta terça-feira, uma operação contra um grupo que pratica atos típicos de milícia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, o bando é liderado por quatro policiais militares. Até o momento, sete pessoas foram capturadas, sendo três PMs.

O objetivo é cumprir 18 mandados de prisão e dez de busca e apreensão em Duque de Caxias e na Região dos Lagos. A operação conta com apoio da Corregedoria de Polícia Militar.

Os fatos ocorrem em cinco condomínios localizados na Estrada Calundu, no bairro Nossa Senhora do Carmo, em Duque de Caxias, onde residem cerca de 8 mil pessoas. De acordo com as investigações, entre as ações dos criminosos estão a cobrança de taxas de segurança, a imposição da aquisição de sinal de TV a cabo clandestino e a obrigatoriedade na aquisição de serviços de internet apenas de uma empresa ligada aos milicianos.

A cobrança de taxas impostas a esses moradores é realizada por meio de intimidação junto à administração dos condomínios, na figura dos síndicos, que são obrigados a incluir valores a mais nas despesas dos boletos, não condizentes com os valores reais a serem pagos pelos residentes.

Esquema de pirâmide

Agentes de delegacias do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) participaram, nesta terça-feira, de uma operação contra uma organização criminosa que pratica estelionato, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem econômica, contra a economia popular e contra o consumidor. A operação foi desencadeada pela Polícia Civil de Pernambuco, com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Bahia.

No Rio, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão na capital e em municípios da Baixada Fluminense.

A investigação começou em janeiro de 2021, com o objetivo de identificar e desarticular a organização criminosa. Ao todo, 32 mandados de busca e apreensão e bloqueio de ativos financeiros foram decretados.

Além das polícias civis, a operação e a investigação contaram com a colaboração do Procon, do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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