Arborizado e residencial, o agradável bairro foi um dos únicos da cidade que foi planejado.

O nome Grajaú vem de uma derivação do termo tupi karaîá’y, que significa “Rio dos Carajás”. O nome foi dado em homenagem à cidade maranhense de Grajaú, terra natal do engenheiro Richard, que projetou e construiu o bairro. Inclusive, a principal via do bairro, dividida ao meio por um canteiro com árvores de tamarindo, chama-se Avenida Engenheiro Richard, uma homenagem a esse fundador, que era um banqueiro, industrial e um dos homens mais influentes das primeiras décadas do século XX.

Tradicional e extremamente arborizado, a região que é basicamente residencial e de classe média, é bastante cobiçada para a moradia. Fica na Grande Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro e seus bairros vizinhos são a Tijuca, Vila Isabel, Andaraí, Engenho Novo, Lins de Vasconcelos, além de fazer limite, através da Serra da Carioca, com o bairro de Jacarepaguá.

HISTÓRIA

O Grajaú pertencia a uma grande sesmaria doada aos padres jesuítas no século XVI e que foi destinada para o cultivo de cana-de-açúcar com mão de obra escrava, sendo toda a região conhecida como Andaraí Grande. No final do século XIX, o termo Andaraí Grande foi abolido, dando origem aos bairros de Vila Isabel (1873), Aldeia Campista e Grajaú (1912).

A primeira rua aberta no bairro foi a Estrada do Andarahy, em 1875, hoje Rua Barão de Mesquita. Ele foi edificado sobre o Vale dos Elefantes, ao sopé do Maciço da Tijuca, próximo ao Pico do Papagaio. Nessa época, foram promovidos loteamentos no Rio de Janeiro. Assim, fazendas de café foram incorporadas à malha urbana.

Mas foi somente na década de 1920 que se desenvolveu o atual desenho do bairro. Então, começou a ser atendido por uma linha de bondes elétricos que, mais tarde, na segunda metade do século XX, veio a ser extinta, mantendo-se apenas os ônibus.

Além do nome Grajaú, vários logradouros do bairro têm nome de cidades e rios maranhenses, como as ruas Gurupi, Mearim e Itabaiana, enquanto que outras vias homenageiam lugares de Minas Gerais: rua Uberaba, Araxá e Juiz de Fora, visto que houve engenheiros mineiros que trabalharam na sua expansão.

Em 1918, o construtor italiano Francisco Tricarico construiu a Capela de Nossa Senhora da Imaculada Conceição no quintal da casa, centro da vida comunitária. Mas, com a construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em 1931, a capela só passou a ser aberta ao público no dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição.

MUDANÇAS

Na segunda metade do século XX, a especulação imobiliária aumentou a população do bairro com novos condomínios que modificaram sua paisagem e estrutura, sobretudo no que diz respeito ao esgoto sanitário, projetado para suportar uma utilização bem menor. Já as suas ruas, que antes eram de paralelepípedos, foram asfaltadas.

O crescimento populacional e desordenado criou habitações irregulares nos morros, as favelas, inclusive à volta do Grajaú. Isso gerou o contraste social atual, com moradores pobres, oriundos dos então novos morros, e a classe média, que habita as ruas.

Mais recentemente, a Praça Edmundo Rego foi reformada, o que, juntamente com as obras no Largo do Verdum, dentre outras melhorias, valorizaram ainda mais a região. Uma melhoria importante foi a construção de rotatórias nas suas arborizadas ruas, diminuindo a velocidade dos veículos nos cruzamentos, e a implantação do sistema de estacionamento provisório nos canteiros das ruas Engenheiro Richard e Júlio Furtado.

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