Jornal da Zona Sul e Zona Norte do Rio de Janeiro

Uerj faz pesquisa sobre eficácia da vacina contra a Covid; veja como ser voluntário


Para participar basta responder um questionário, concordar com os termos e colher uma amostra de sangue. Até agora já são 3.200 voluntários. Uerj faz pesquisa sobre eficácia da vacina contra a Covid
Reprodução/TV Globo
Quem for se vacinar contra a Covid no posto da Uerj, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, pode participar de uma pesquisa sobre a eficácia da imunização.
O estudo da Universidade do Estado do Rio vai monitorar os efeitos das vacinas no organismo de voluntários.
A servidora pública Catarine Santos é uma das colaboradoras da pesquisa, que analisa como as pessoas imunizadas vão responder às vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer.
“Cheguei aqui e tive toda a informação. Perguntei várias vezes e fui super bem-informada. E é uma forma de contribuir também para a ciência, uma contribuição pequena, mas que para o mundo pode fazer a diferença”.
Para participar, e fácil: é só responder um questionário, concordar com os termos e colher uma amostra de sangue.
“Num primeiro momento nós imaginávamos que seria difícil captar a população, por toda a logística da pesquisa. Tivemos uma grande surpresa porque houve uma adesão grande, maciça por parte da população em geral”, explica Isabel Bouzas, doutora em medicina pela Uerj.
“Esses voluntários vão ser acompanhados 30, 90, 180 e um ano. Então, o voluntário tem que ter essa disponibilidade”.
Do posto de vacinação, as amostras dos voluntários vão para o laboratório da Uerj. Lá, os pesquisadores fazem uma análise e inserem as informações em um banco de dados.
Assim, é possível comparar com outras amostras que serão coletadas mais para frente. E assim descobrir a resposta de cada pessoa à vacina e a duração da imunidade.
Luís Cristóvão Porto, coordenador da pesquisa, explica que as informações são individuais.
“A gente sabe que a resposta é individual, ou seja, eu posso produzir aquele anticorpo contra uma parte da proteína do vírus e produzir um outro anticorpo contra outra parte. Especificamente, a gente está lidando com três vacinas diferentes que vão estimular o sistema imunológico de forma diferente e as respostas podem ser diferentes”.
O banco de dados da Uerj vai ser compartilhado com cientistas do Brasil e de outros países, que também têm estudos similares. Segundo o coordenador da pesquisa, as análises já permitem uma conclusão:
“É de extremamente importância tomar a segunda dose. A gente vai ter anticorpo durando mais tempo e com um título mais alto”.
Até agora já são 3.200 voluntários. A Uerj quer que mais pessoas participem para que os resultados das análises sejam ainda mais precisos.
“A Covid é uma doença nova, que nós não conhecemos. E é justamente através da pesquisa que a gente vai conseguir responder a uma série de perguntas. A população que participar disso vai estar junto com a gente entendendo e nos ajudando a entender essa doença”, diz Catarine.

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