A prefeitura do Rio de Janeiro flexibilizou algumas medidas restritivas para evitar a disseminação do novo coronavírus na cidade. Nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes publicou,  no Diário Oficial do município, um decreto com regras que estão valendo até o dia 14 de junho.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro flexibilizou algumas medidas restritivas para evitar a disseminação do novo coronavírus na cidade. Nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes publicou,  no Diário Oficial do município, um decreto com regras que estão valendo até o dia 14 de junho.

Novas regras valem até o dia 14 de junho

Com as mudanças, a restrição de música ao vivo em bares e restaurantes foi abolida, podendo funcionar até as 23h. O consumo nos bares, lanchonetes, restaurantes, quiosques da orla e congêneres é permitido apenas para clientes sentados e o distanciamento entre as mesas que era de 2 metros passou para 1,5 m, limitado a oito ocupantes.

As aulas em grupo nas academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento e condicionamento físico ficam permitidas, mas limitada a um indivíduo a cada quatro metros quadrados.

O decreto não menciona a proibição de entrada de ônibus fretados de outros municípios na cidade, antes não permitido e com exceção apenas aos veículos de linhas convencionais.

As atividades comerciais e de prestação de serviços em shopping centers, centros comerciais e galerias de lojas, museus, bibliotecas, cinemas, teatros, casas de festa, salões de jogos, circos, recreação infantil, parque de diversões, temáticos e aquáticos, pista de patinação, entretenimento, visitações turísticas, aquários, jardim zoológico, apresentações, drive-in, feiras e congressos, exposição e evento autorizado precisam atender a critérios como evitar filas, manter a capacidade de lotação máxima em 40% em locais fechados e de 60% nos abertos. além do distanciamento mínimo de 1,5 metros entre os participantes.

Proibidos

Continuam sem permissão para funcionar boates, danceterias e salões de dança. Também está proibida a realização de festas que necessitem de autorização transitória em áreas públicas e particulares.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que o município tem atualmente 1,3 mil pacientes internados com covid-19, mas os pedidos de novas internações hospitalares diminuíram. Também há menos casos graves da doença nos hospitais, especialmente nas faixas etárias de pessoas que já se vacinaram. O secretário disse que, ainda assim, é preciso manter a cautela.

“O efeito da vacinação começa a aparecer com muito mais velocidade, mas ainda temos que ter cautela. É por isso que prorrogamos a maioria das medidas restritivas na cidade do Rio de Janeiro. As medidas estão colocadas e é muito importante que as pessoas continuem utilizando máscaras, evitando se aglomerar, seguindo todas as medidas de higiene, a fim de evitar a disseminação da doença, mas também das outras síndromes gripais que vão surgir no período de inverno”, afirmou, ao participar nesta sexta-feira da apresentação do 21º Boletim Epidemiológico da prefeitura do Rio de Janeiro.

Segundo Soranz, a mudança na distância entre as mesas de bares, restaurantes e lanchonetes foi decidida porque houve redução na taxa de contágio da covid-19 na capital, mas as proteções sanitárias precisam ser respeitadas

– É necessário usar máscara, manter o distanciamento e utilizar álcool em gel. Festas e boates não estão permitidas. Em algumas exceções com envio de solicitação para a Vigilância Sanitária serão analisadas, mas a gente não autoriza nenhuma festa e não pretende autorizar nesse momento.

Máscaras

De acordo com o secretário, a flexibilização é “tímida” porque ainda não é tempo de liberar. Segundo disse, a prefeitura montou uma série de ações para monitorar os pontos que costumam ter aglomerações na cidade. Ele afirmou que a prefeitura espera que a população cumpra o decreto e revelou que mais de 10 mil pessoas já foram multadas por não utilizar máscaras.

– A gente espera que essas multas diminuam e que  as pessoas comecem a entender o momento em que vivemos. Não dá para entender o que acontece com as pessoas que ignoram completamente os riscos de transmissão de covid e ficam sem máscaras, se aglomeram e botam a sua saúde e a saúde da população em risco – disse Soranz.

Público em estádios

Segundo o secretário, ainda não é o momento de autorizar a presença de público nos estádios para o campeonato brasileiro. “Temos muitas pessoas internadas por covid-19″, afirmou. Ele lembrou que vários países estão liberando público em estádios, mas são países que têm uma cobertura vacinal melhor do que a do Brasil e fazem isso com protocolos muito rígidos.

– Acho que podemos pensar em caminhar para isso em algum momento, mas agora precisamos ver se os efeitos da vacina vão conseguir bloquear a entrada de novas variantes ou então bloquear o período sazonal, que é inverno. Soranz lembrou ainda que o período de inverno é muito crítico para gripe, de maneira geral, e para a covid-19.

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