Pelo menos 17 pessoas serão processadas por Adriana Araújo. Entre os que compartilharam o material estão blogueiros e deputados. Polícia afirma que mulher em vídeo com fuzil não é mãe de mortos no Jacarezinho
Adriana Santana de Araújo, mãe de Marlon Araújo – um dos mortos da operação no Jacarezinho -, e que teve um vídeo em que uma mulher aparece dançado com um fuzil atribuído a ela, entrou com processos contra pessoas que espalharam a informação falsa.
Na época, as imagens tomaram as redes sociais e Adriana se viu sendo xingada e até ameaçada por pessoas que acreditavam que ela estava fazendo algum tipo de apologia ao crime.
“Além de perder o filho, ela teve o assassinato da sua reputação por quem compartilhou fake news. Estamos pedindo a retirada imediata do vídeo das redes sociais, a indenização de R$ 40 mil e a retratação pública”, explica o advogado Eduardo Cruz, do escritório João Tancredo de Advocacia, que auxilia Adriana.
Adriana Araújo, a mãe do Jacarezinho que teve um vídeo falso atribuído a ela
Reprodução/TV Globo
A lista de processados é composta por 17 nomes, mas entre os primeiros já acionados na Justiça estão algumas figuras públicas, blogueiros e deputados.
O advogado explicou que já deu entrada no processo no juizado especial e, inclusive, já recebeu a decisão para a remoção imediata do conteúdo sob pena de multa de até R$ 10 mil em sites e redes sociais de três pessoas.
O caso
Logo após a operação do Jacarezinho, no dia 6 de maio, Adriana Araújo gravou para a TV Globo pedindo justiça pela morte do filho. Na sequência, começou a circular um vídeo em que uma mulher aparecia dançando em uma festa com o que parecia ser uma réplica de fuzil.
Adriana começou a sofrer retaliação e até ameaças nas redes sociais até que a polícia desmentiu e identificou a mulher que aparecia armada no vídeo.
“Jamais iria segurar um fuzil, nunca nem peguei nisso. Quem me conhece sabe a mulher guerreira e batalhadora que eu sou. Recebi ameaças. ‘Você também tem que morrer, você também vai morrer, que pena que você não estava lá na hora’. Estou sofrendo, estou vendo pessoas na internet me xingando de tudo quanto é nome. É horrível o que eu estou passando, não estou dormindo, estou tomando quatro remédios controlados por dia”, disse ela na época.
A mulher que aparece no vídeo é, na verdade, a empregada doméstica Rosana do Carmo, de 49 anos.

Segundo ela, as cenas foram feitas durante o aniversário de um dos filhos e arma é, na verdade, uma réplica, usada para brincadeiras como paintball. Rosana afirma que eram cenas íntimas de descontração em família e que foi exposta indevidamente. Ela diz ter procurado a polícia após receber ameaças.
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