Testemunhas disseram que os dois foram abordados durante uma abordagem da polícia. Mulher de mototaxista diz que ele era trabalhador e não tinha envolvimento com o tráfico. Imagens que circulam na internet mostram os policiais carregando um dos corpos na Cidade de Deus
Reprodução redes sociais
Moradores dizem que policiais militares mataram um mototaxista e um homem que estava na garupa da moto durante uma abordagem na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, na terça-feira (18). A Corregedoria da Polícia Militar disse que vai investigar o caso.
Um morador filmou o momento em que os agentes carregaram um dos baleados até uma viatura.
Segundo testemunhas, o mototaxista foi abordado quando passava por um viaduto que fica no acesso à Linha Amarela. Os dois foram abordados e, de acordo com os relatos, baleados à queima roupa.
Os dois chegaram a ser levados para o Hospital Cardoso Fontes, na subida da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, mas já chegaram à unidade mortos.
Um dos mortos é o mototaxista Edvaldo Viana, de 42 anos. O outro ainda não foi identificado.
A mulher de Edvaldo disse que ele era inocente. Ela estava na igreja quando foi avisada da morte do marido.
“Ele era trabalhador, trabalhava de mototáxi junto com esses meninos, na Tirol. Ele não é bandido, não é traficante, ele é trabalhador, gente”, disse Miriam dos Santos.
Nas redes sociais, várias pessoas também disseram que Edvaldo não tinha envolvimento com o tráfico de drogas.
Após as mortes, houve um protesto na comunidade. Alguns trechos da região chegaram a ficar interditados, mas foram liberados no fim desta madrugada.
A Polícia Civil investiga o caso.
Suspeita de ‘desfazimento de cena do crime’
Depois de tomar conhecimento das imagens com os PMs arrastando um dos corpos baleados na Cidade de Deus, a Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ se manifestou e disse que representantes do órgão estarão no IML para dar suporte para as famílias.
A vice presidente da comissão, Nadine Borges, disse que é preciso investigar com urgência porque pode ter ocorrido desfazimento de cena do crime.

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