Prefeitura convocou parte da população que ainda não tinha recebido segunda dose da CoronaVac. Moradores ficaram revoltados com desorganização no município. Prefeitura de Caxias organiza mutirão de vacinação e causa muitas aglomerações
Um mutirão para aplicar a segunda dose da CoronaVac nos moradores de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, causou aglomeração na cidade. A prefeitura convocou todas as pessoas que ainda não tinham recebido o complemento da imunização e os postos de atendimento ficaram lotados.
O desrespeito ao distanciamento social para imunizar a população não é novidade no município. A quebra das regras de combate à Covid também aconteceu para vacinar os profissionais da educação e para aplicar a segunda dose em Caxias.
Alguns moradores ficaram revoltados com a desorganização e chamaram a situação de desrespeito. Ao todo, foram abertos 16 pontos de vacinação e havia filas em todos eles.
“Isso aqui é humilhar o povo. Humilhação, mais do que humilhação isso aqui”, disse uma moradora.
A imunização foi marcada para começar às 15h desta quarta-feira (19). Muitas pessoas chegaram cedo para garantir a vacina, deixaram de almoçar e alguns passaram mal.
“O pessoa está na filha há mais de 10 horas. É a segunda pessoa que eu vejo passando mal”, afirmou uma mulher que aguardava a vacinação.
Postos com filas
Conforme o RJ2 mostrou, havia fila no Jardim Primavera, na Avenida Nilo Peçanha, em Campos Elíseos e na Praça Canal Farias, em Saracuruna.
Duque de Caxias recebeu 15.160 doses, segundo a Secretaria estadual de Saúde. A vacinação no município será realizada até as 20h.
O que diz a prefeitura
A prefeitura de Duque de Caxias disse que orienta as pessoas a retornarem ao mesmo local onde receberam a primeira dose, para ajudar na logística e na organização.
A administração municipal afirmou ainda que tem compromisso de priorizar a agilidade, a segurança e ordem nos locais de imunização.
Justiça bloqueia bens do prefeito
A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou parcialmente bens do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, por suspeita de irregularidades na campanha de vacinação contra a Covid-19 no município. Na decisão, o juiz Belmiro Fontoura Ferreira Gonçalves determinou o bloqueio de R$ 2,4 milhões do prefeito.
A ação foi movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que pediu a condenação de Washington Reis por ele se recusar a obedecer ao Plano Nacional de Vacinação (PNI) e as decisões judiciais que determinaram o respeito aos grupos prioritários, como os idosos.
Ainda segundo o MP, o prefeito expôs milhares de pessoas a risco com as aglomerações que causou durante a vacinação, e com a recusa em reservar a segunda dose da CoronaVac.

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