Jornal de Bairros – Zona Sul e Grande Tijuca

SEXUALIDADE – COMO CONTROLAR O CIÚME?

Ignorado por poucos, há quem acredite que o ciúme evoluiu como um sistema precoce para a detecção de infidelidade. Mas essa emoção poderosa, universal e antiga que molda as paixões e que já foi chamada por vários nomes como infantilidade, baixa autoestima, imaturidade, insegurança – ou mesmo prova de afeto, não é o que mantém a fidelidade em dia. E se antes as investigações atrás de prova de traição ocorriam nas camisas, cuecas ou bolsas, hoje as invenções tecnológicas – emails e celulares – são os aliados para os ciumentos de plantão. Roubando a rotina, desgastando a relação, o ciúme colore com cores próprias o imaginário e deságua a realidade.

Mas, apesar disso, será que podemos falar de um ciúme ruim e outro bom? O ruim, claro, corrompe a relação. É o castrador que reprime e não permite trocas. Tem medo do crescimento do outro já que isso pode significar crescer pra lados opostos, ou seja, é um sentimento mesquinho. Já o bom funciona como tempero. É um combustível para os parceiros que não tem a ver com posse, mas com amor e cuidado. Para isso, é importante se valorizar e aprender a confiar em si. E a recíproca é verdadeira: é importante valorizar e confiar no outro. Apenas com o equilíbrio saudável entre ciúme e confiança é que podemos nos relacionar com o compromisso e o amor que o outro nos deposita.

Vale lembrar que mesmo que ele não seja esquecido, o ciúme pode ser contido quando se escolhe deixar de sofrer por coisas que não se tem o controle. Claro que é preciso separar o que é seu e o que vem da sua relação. Para isso, é preciso descobrir os motivos que nos levam até ele. Informe-se sobre tal sentimento pois o conhecimento sempre é capaz de gerar segurança.

Dra. Ana Paula Veiga Sexóloga

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