Jornal de Bairros – Zona Sul e Grande Tijuca

SEXUALIDADE – HÁ QUEM NÃO SAIBA AMAR?

Aprendemos que amor é um sentimento, e que por tanto, deve ser sentido, não tendo como ser racionalizado. Mas parece que o amor já foi medido e analisado como fenômeno social.

Sabemos que ele transforma um indivíduo normal em especial e único. Mas no meio disso, há as pessoas que amam demais e se submetem a relacionamentos, ainda que eles não funcionem.

Quando amar é sofrer isso quer dizer que, ou você está amando a pessoa errada ou de forma errada. Mesmo assim, a pessoa insiste, se sacrifica, anula a sua personalidade, tudo em nome do amor. Do amor? Pode-se até acreditar que sim, mas para alguns, a melhor tradução seria carência, baixa autoestima, punição ou sei-lá-mais-o-quê.

Triste e real: pessoas apegam-se a alguém para evitar a solidão. Ou seja, quem ama demais, na verdade, são pessoas que (se) amam de menos. Assim, o amor, que poderia ser um meio de crescimento pessoal, torna-se uma prisão. E com medo de serem infelizes fora desse relacionamento, pisam devagar, preocupando-se com os movimentos do outro e transformam-se em coadjuvante da própria história ao fugir do exercício da responsabilidade sob a própria vida. Vive a vida alheia, manipulando seus afetos e comprometendo quaisquer tipos de relacionamento que estão do “lado de fora”. São pessoas intensas querendo desesperadamente amar e se sentir acolhidas. Elas aprendem com muito sofrimento sobre a importância de ter vida própria e que um relacionamento deve vir para somar e não anular. Quando unificamos a privacidade, a intimidade, a sinceridade, o respeito e a consideração, atingimos um estado de entrega saudável.

Dra. Ana Paula Veiga.

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