Jornal de Bairros – Zona Sul e Grande Tijuca

ODONTOLOGIA INFANTIL – FLÚOR: VILÃO OU MOCINHO?

Exiatem muitas duvidas dos pais quando o assunto é o USO DO FLÚOR.

Há evidências que comprovam que a pasta com flúor deve ser utilizada como medicamento, prescrito pelo Odontopediatra, a partir do irrompimento do primeiro dente (5 meses). O consumo deve ser conversado com o odontopediatra, para que as necessidades individuais sejam respeitadas (frequência e quantidade depende da idade e peso). De modo geral, concentração mínima para que exerça proteção aos dentes é de 1000 ppm de flúor, sendo sua utilização variável de acordo com cada criança dieta.

O consumo de pasta sem flúor não é de todo errado, mas seu consumo leigo ou mal orientado pode prejudicar a saúde oral,e não prevenir cáries rompantes (ou de mamadeira ou estabelecimento precoce).

Porém, a Associação Brasileira de Odontopediatria, Sociedade Brasileira de Pediatria, Ministério da Saúde e a Associação Americana de Odontopediatria, recomendam o uso do flúor a partir do primeiro dente na prescrição correta, como dito no início do texto. Vale ressaltar que a orientação é individual para cada um, sempre sob orientação do Odontopediatra e não baseada em selos ou a partirde  indicações contidas nas embalagens comerciais.

No entanto, o consumo desordenado e descontrolado de flúor pode ocasionar a FLUOROSE.

A fluorose dentária é um defeito de desenvolvimento do esmalte causada pela ingestão excessiva de flúor no período da formação dos dentes. A ingestão de flúor pode ser pela água fluoretada, alguns alimentos, dentifrícios e exaguantes bucais, e todos estes, quando utilizados em quantidade inadequada ou concentração excessiva, podem se incorporar ao esmalte dos dentes em formação, comprometendo a estética.

Clinicamente os dentes afetados, comumente, se apresentam com linhas esbranquiçadas simétricas (semelhantes a estrias), mas às vezes, em casos extremos, apresentammanchas acastanhadas seguidas de pequenas depressões no esmalte. Há diversos graus (muito leve, leve, moderado e grave), é possível observar a “olho nu”.

A consulta com o Odontopediatra é extremamente importante para que seja realizado o diagnóstico diferencial entre lesão de mancha branca ativa (cárie), mancha branca inativa (processo carioso paralisado), opacidade e hipoplasia de esmalte. Cada alteração exige tratamento específico.

O tratamento da Fluorose está relacionado à sua gravidade, sendo realizado exclusivamente em casos que envolvem comprometimento estético. Dentes fluoróticos DEVEM ser escovados com dentifrício fluoretado (mínimo 1000 ppm), pois, ao contrário do que pensam, o fluoreto incorporado na estrutura do esmalte não torna o dente com fluorose resistente à desmineralização.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *