Jornal de Bairros – Zona Sul e Grande Tijuca

SEXO – TUDO AO CONTRÁRIO E NINGUÉM REPAROU

Acabo de ler uma matéria que ensinava como deixar o outro a fim. Se pensa que você deve ser romântico ou lembrar-se das datas importantes, engana-se. É preciso deixá-lo esperando ou fingir que não ouviu o que falou. A idéia é demonstrar que tem mais com o que se preocupar. Queria entender porque não podemos ser simplesmente nós mesmos. Passamos toda a nossa infância jogando jogos, será que eles são uma espécie de preparação para os jogos da vida adulta?

Lá no tempo das cavernas, sem as influências sociais, sem todos esses ti-ti-tis, as pessoas se procuravam e se achavam de uma forma simples e sem interferências. Hoje, as necessidades são as mesmas. Mudando algumas coisas já que não precisamos de um homem que mate dinossauros, mas um que nos proteja e se prontifique a trocar a tomada que queimou. Ou nem mesmo de uma mulher que esteja esperando com a mesa posta e o sorriso no rosto, mas de uma que saiba ser feminina e dócil e que esteja pronta pra nos dar colo sem que ninguém veja. A essência continua pela busca de um alguém que nos complete, nos valorize e que admiramos. E que mal há, no meio disso, demonstrar para a pessoa que ela é especial? Que você se importa com o bem estar dela?

É muito bom ter estratégia se você está pensando em fugir de um engarrafamento, mas se você quer entrar na vida de alguém, dividir a sua com outra pessoa, o conselho é que se possa ser você, ainda que não seja a pessoa mais interessante do mundo. Ufa! Alívio e conforto não fazem mal a ninguém. Inventar um personagem, demonstrar o que não quer fazer, é mais do que cansativo, é infantil, superficial e sem garantias. Podem acreditar, aquela estória de “coma tudo que ganha a sobremesa” perdeu a validade quando você completou uns 7 anos. Dra. Ana Paula Veiga

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