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Um Estranho Casal

De tão estranho que virou sucesso nacional

Espetáculo investe na comicidade das relações humanas através da amizade – ou do estremecimento dela – entre dois sujeitos totalmente diferentes 

Um ano e meio em cartaz foi tempo suficiente para que o espetáculo “Estranho casal” atingisse a marca de 100 mil espectadores nas temporadas. O sucesso nas duas principais capitais do país e em diferentes Estados garante a reestréia da comédia protagonizada pelos atores globais Carmo Dalla Vecchia e Edson Fieschi no palco carioca do Teatro Fashion Mall. O texto de Neil Simon, consagrado em apresentações na Broadway e com 922 montagens internacionais, ganhou, em 2009, uma nova roupagem com a adaptação e tradução de Gilberto Braga e a direção de Celso Nunes.

Eleito pelas revistas Veja e Bravo como um dos melhores espetáculos em cartaz nos últimos dois anos, “Estranho casal” conta com oito atores em cena, divertindo o público com os conflitos entre Félix e seu amigo Oscar. Tudo começa quando o primeiro, um jornalista obcecado por limpeza, é posto para fora de casa por sua esposa e muda-se para o apartamento de Oscar, um desleixado e bem sucedido comentarista esportivo, recém divorciado. O resultado: as diferenças de comportamento azedam o convívio da estranha dupla.

Neil Simon acerta o público em cheio com a peça que recebeu o maior número de premiações por todo o mundo, incluindo o Tony de melhor texto. O dramaturgo, com mais de 40 peças encenadas, também foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro e é ganhador do prêmio Pulitzer. Atualmente, “Estranho casal” segue sua terceira temporada na Broadway, dando sequência ao sucesso da comédia que foi adaptada para o cinema e TV americanos e já encenada pelos falecidos e inesquecíveis Jack Lemmon e Walter Matthau, indicados ao prêmio de melhor ator pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Se em terreno internacional as peripécias do estranho casal já é sucesso, pelas mãos do grande novelista e dramaturgo Gilberto Braga o texto ganha a brasilidade necessária para a diversão da platéia. E as palavras tem na direção do aclamado Celso Nunes o casamento perfeito. O encenador, ganhador de prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), tem em seu currículo nomes como Shakespeare, Calderón de la Barca, Peter Weiss, Dürrenmatt, Strindberg e Bertold Brecht, Paulo Autran, Lílian Lemmertz, Beatriz Segall, Fernando Torres, Paulo Goulart, Sérgio Britto, Ary Fontoura, Ney Latorraca, José Mayer, Paulo Betti, Eliane Giardini, Fernanda Torres e Ewerton de Castro. Entre seus trabalhos de maior destaque está "As lágrimas amargas de Petra von Kant", de Fassbinder, com Fernanda Montenegro, Renata Sorrah e Juliana Carneiro da Cunha.

Além de Carmo Dalla Vecchia, um dos protagonistas de “Cordel encantado”, a próxima novela das seis da Rede Globo, e Edson Fiesch, que está no ar em “Insensato coração”, o elenco é formado pelas especialmente convidadas Bel Kutner e Clara Garcia e os atores Alexandre Mofati, Paulo de Almeida, Marcos Ácher e Rogério Freitas.

Celso Nunes:

Destacado encenador, atua em muitas companhias importantes e está vinculado a espetáculos marcantes da história do teatro brasileiro. Cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, EAD/USP, pela qual formou-se ator em 1965. Como diretor, formou-se pela Sorbonne, na França, em 1968. Lá conheceu e fez estágio com o diretor polonês Jerzy Grotowski, de quem se tornou o introdutor das técnicas no Brasil, em especial, nas suas primeiras montagens. No mesmo ano, dirigiu "O Interrogatório", de Peter Weiss, sobre os processos antinazistas, quando foi inaugurado o Theatro Studio São Pedro, empreendimento de Maurício e Beatriz Segall, encenação que lhe garantiu o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA. Para Fernanda Montenegro e Fernando Torres, dirigiu "Seria Cômico...Se Não Fosse Trágico", adaptação realizada por Dürrenmatt sobre um texto de August Strindberg, em 1973, obtendo ótimo resultado.

O mesmo se confirmou com "Coriolano", de William Shakespeare, que contou com Paulo Autran como protagonista, em 1974. Com a encenação de "Victor, ou As Crianças no Poder", de Roger Vitrac, realizada com formandos da EAD em 1974, Celso Nunes ganhou um novo Prêmio APCA, de melhor direção. Encenou "A Vida É Sonho", de Calderón de la Barca, com Paulo Betti e Eliane Giardini, em 1978. "Patética!", a proibida peça de João Ribeiro Chaves Neto, sobre o assassinato de Wladmir Herzog, é liberada em 1980 e ganha, nas mãos de Celso, uma sensível e calorosa expressão, com destaque para Lilian Lemmertz e Ewerton de Castro entre os intérpretes. Novamente com Fernanda Montenegro e Renata Sorrah, conduziu "As Lágrimas Amargas de Petra von Kant", o inquietante texto de Fassbinder, que faz a estrela angariar prêmios em parceria com Juliana Carneiro da Cunha, hoje uma das principais atrizes do Théatre du Soleil, na França. Renata Sorrah o convidou novamente para encenar, em 1984, uma obra difícil de Botho Strauss - "Grande e Pequeno "- sobre uma mulher atormentada que visita casas e apartamentos. Em 1983, enceno "Rei Lear", de William Shakespeare, com Paulo Autran, Sérgio Brito, Fernanda Torres, Ary Fontoura, Ney Latorraca, José Mayer e Paulo Goulart, e repetiu a parceria mais uma vez com Paulo Autran em "Galileu Galilei", de Bertolt Brecht, no ano de 1989. Além de professor em diversos cursos, escolas e workshops, implanta e dirige o departamento de teatro da Unicamp. Foi titulado doutor em 1990, com uma tese sobre direção teatral, pela ECA/USP.


Neil Simon:

Um livro não seria suficiente para falar da obra de Neil Simon, grande dramaturgo e sinônimo da Broadway, que iniciou sua carreira escrevendo esquetes, seguindo logo depois para o ‘Your Shows of Shows’, do magnífico Sid Ceasar. A equipe era formada por jovens escritores que conquistaram carreiras brilhantes, como Woody Allen, Mel Brooks, Carl Reiner, Larry Gelbart e Mel Tolkin. Após escrever muito para a TV, Neil Simon decide arriscar sua primeira peça teatral, “Come Blow Your Horn” (Minha Vida de Solteiro), estrelada por Frank Sinatra. O resultado foi um sucesso absoluto na Broadway e no cinema. Neil Simon tem em seu currículo mais de quarenta peças teatrais exibidas em todo o mundo, tendo quase todas elas virado filmes de grandes estúdios americanos. É o autor com o maior número de indicações ao Oscar, Tony e Globo de Ouro de toda a história, e também ganhador de um prêmio Pulitzer.A primeira montagem de “Estranho Casal” foi estrelada por ninguém menos do que os grandiosos atores Jack Lemmon e Walter Matthau, que também atuaram no filme e foram indicados ao Oscar na categoria de melhor ator. Recentemente o espetáculo estreou sua terceira temporada na Broadway, desta vez com os atores Matthew Broderick e Nathan Lane, protagonistas do musical da Broadway “Os Produtores”, ao lado de Uma Thurman. Seu musical “Sweet Charity”, montado no Brasil com Cláudia Raia no papel de protagonista, foi outro enorme sucesso.


Estranho Casal / Ficha Técnica:


Direção: Celso Nunes

Elenco:

Carmo Dalla Vecchia
Edson Fieschi
Bel Kutner
Clara Garcia
Alexandre Mofati
Paulo de Almeida
Marcos Ácher
Rogério Freitas

Texto: Neil Simon
Tradução: Gilberto Braga
Figurino: Ney Madeira
Cenografia: José Dias
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Caricatura: Ique
Direção de Produção: Luciano Borges
Produtores Associados: Edson Fieschi, Carmo Dalla Vecchia e Luciano Borges
Realização: Fieschi Dalla Vecchia Produções e Luciano Borges


Serviço:

Exibição: 11 de março até 15 de maio no Teatro Fashion Mall
Sexta e sabado: 21h30 / Domingo: 20h
Preços: sex e dom R$ 60,00 / sab R$ 70,00
Classificação etária - 12 anos
Tempo de duração: 90 minutos

 
 
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