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TEATRO 1 - POLACAS, AS PROSTITUTAS JUDIAS

A peça foi considerada por sites especializados uma das mais importantes do ano de 2017 e é tida como um espetáculo forte, “para quem tem estômago”, como disse o autor.

“Nesse espetáculo dou uma visão diferente a essas mulheres, mostrando um lado ainda não explorado. Tirei a visão infantil, que tenta justificar suas atitudes por forças maiores que as obrigaram àquela situação. Coloco mulheres com todas as suas qualidades e defeitos. Mulheres que optaram pela prostituição, que não são boas o tempo todo, que sentem prazer e são donas do seu destino, ou seja, mulheres contemporâneas e não idealizadas como “bibelots” que foram atacadas pelo “lobo mal” e são vítimas do seu destino. Um espetáculo forte para quem tem estomago.” Dinho Valladares


O autor faz um paralelo com o famoso texto de Samuel Beckett, Esperando Godot. Cinco prostitutas estão à espera dos clientes e conversam sobre suas vidas e como chegaram ali. O autor trata as mulheres com virtudes e defeitos, trazendo tridimensionalidade às personagens, que não são tratadas como coitadas, mas senhoras dos seus destinos. Até a chegada de um caften Polacas é uma peça de teatro que resgata uma parte da história da sociedade civil brasileira que se perdeu em meio a preconceitos e negligência. É uma história de seis moças que vieram de várias partes do mundo tentar a sorte no Brasil, encontrando uma realidade rude e dura.


O cenário era de fome, pobreza e antissemitismo na Europa do Leste e, por isso, muitas das moças de famílias judias ansiavam por maridos e melhores condições de vida, e as Américas surgiam como uma possível solução. Uma forma de construir uma nova vida longe da discriminação e da miséria.


Então, essas moças que em grande parte eram jovens judias, analfabetas, muitas ainda virgens, recebiam propostas de uma vida melhor. Mas, já no porto de Marselha, no sul da França, o sonho cai por terra, antes mesmo de embarcarem para o Novo Mundo.


E é assim que começa a história tabu de muitas “escravas brancas”, as prostitutas judias, conhecidas como “polacas”, que foram parar nos centros de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e Nova York.


No Rio de Janeiro, as polacas viviam nos bordeis e cortiços na Praça XI, área central da capital fluminense, onde hoje se chama Cidade Nova e estão sediados prédios públicos. Quase não restou vestígio do passado das polacas no Rio de Janeiro. O assunto ainda é tabu e, muitas vezes esquecido, virou tema para peça que busca desmistificar a existência dessas moças.


JUSTIFICATIVA DA CIA DE TEATRO


Num momento onde vemos na sociedade brasileira um nível de violência contra mulher crescer, entendemos a necessidade de se levantar essa questão e debater de forma contundente o preconceito e o papel da mulher na sociedade. Ao levantar parte da vida dessas mulheres que viveram no inicio do século XX, a Cia. de Teatro Contemporâneo revela como a mulher ainda é marginalizada e tratada de forma vil. Assim, cooperamos para que cada vez mais a mulher ocupe um papel de respeito e credibilidade dentro da sociedade brasileira contemporânea.


SERVIÇO E FICHA TÉCNICA.


Polacas, as prostitutas judias – texto e Direção: Dinho Valladares. Elenco: Aline Bourseau, Nany Gomes, Andrezza Leal, Carol Salles, Marcela Cassolari, Gisela Plombon e Dinho Valladares. Dramatização a partir da história de prostitutas que viveram no Rio de Janeiro no século XX. Cinco prostitutas estão num prostibulo a espera de clientes, quando são assediadas por um Caften (cafetão) e resolvem fugir para um lugar melhor. Duração (80 min). Classificação: 16 anos. Sede da Cia. de Teatro Contemporâneo. Sábados as 21hs e Domingos as 20hs. Info. 25375204 R$ 50. De 04 de maio a 03 de junho de 2018.


Coordenação de projeto: Cia. de Teatro Contemporâneo; Texto e direção: Dinho Valladares; Coreografias: Aline Bourseau; Iluminação: Rubia Vieira; Figurinos: Luiza Valente; Trilha Sonora: Sergio Roberto de Oliveira; Web designer: Victor Mafra; Operador de Luz: Fabio Félix; Operador de Som: Leo Ponzo; Maquinista: Xico Santos; Elenco: Aline Bourseau; Marcela Cassolari; Gisela Plombon; Dinho Valladares; Fernanda Faria; Luiza Valente.


Duração (80 min). Classificação: 16 anos. Teatro Sede da Cia de Teatro Contemporâneo. Sábados, às 20h, e domingos, às 19h. Rua Conde de Irajá 253 – Botafogo.


Aline Bourseau/Dinho Valladares: (21) 3172-5206 e 3172-5201 / (21) 98414-1965 e(21) 98458-1294 / ciacontemporaneo@gmail.com.


(cafetão) que revela uma traidora entre elas. Mas a história tem reviravolta ao chegar mais uma polaca com novidades.


O ESPETÁCULO






 
 
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