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SEXUALIDADE - A LOUCA RELAÇÃO ENTRE AMOR E SEXO

Sexo, um assunto comum que iguala todos. Mas e o amor? Sei que é sentido e ao tentar (d)escrevê-lo é difícil achar palavras. Uma equação que pode ser possível e impossível, compreendido ou incompreensível.


A vida não traz provas de que seja justo, muitas vezes é inadequado ou bangunçeiro. E estamos vivendo numa era de analfabetismo afetivo, preparados para trabalharmos de forma eficiente, mas, incapazes de amar. Tecnologias têm nos distanciado. O amor se tornou a arte das ciências. Laboratórios querem medi-lo e, em meio aos números e fórmulas, o individualismo tem imperado.


Há cada vez mais superficialidade. É difícil descobrir quem são as pessoas por elas mesmas. Na verdade, muitas nem sabem quem realmente são, embaladas pelos hábitos de defender as próprias verdades como únicas, como se houvesse uma guerra do lado de fora do seu padrão de ver o mundo.


Há um medo de conhecer o outro, pois, antes disso, é preciso conhecer a si e isso custa muito. Deixar alguém entrar na sua vida é permitir um mundo todo novo em contato com o seu, por vezes, todo velho.


É permitir curiosidade, é nutrir um desejo indiscreto por saber sobre o que não é seu. Mas o hábito é uma catarata que faz com que se perca aos poucos a visão. Aí, saem às ruas, como os homens (e mulheres) das cavernas, na caça para acalmar seu maior instinto natural: o sexual. O sexo dissociado do amor sacia o instinto biológico e, ao mesmo tempo, arranca a condição humana. Essa mutilação gera uma demanda na psique conhecida por alguns: o vazio pós-sexo.


Acontece que, com o tempo e frequentes relações-açougues, o coração é cauterizado e no seu lugar há racionalizações, proteções e defesas.


Tudo bem que sexo não tem nada a ver com sentimento. É um ato fisiológico. Mas comer também é e nem por isso comemos a ração do cachorro. Vamos buscar e entender nossos sentimentos e respeitá-los. Afinal, não precisamos virar bichos para demonstrar o quanto que ficamos inteligentes.


Dra. Ana Paula Veiga





 
 
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