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SEXUALIDADE - (DES) EDUCAÇÃO SEXUAL

Gostaria de poder saber que a formação da sexualidade ocorre de uma forma leve e dinâmica mas ainda não é assim. Durante o percurso do desenvolvimento sexual, estão os pais que, muitas vezes, não sabem o que falar; a escola, que outras vezes não dize nada por medo do que dizer; a mídia que estimula o consumo sexual; a internet que vende a pornografia e, por último, mas não menos importante, nós no meio do sanduíche indigesto.


No meio disso, ensinamos muitas coisas para aqueles que tem sede de aprendizado. Ensinamos que não se pode fazer, mas se pode ver, não se pode perguntar, mas se pode comprar, não se pode tocar, mas se pode observar. Qual será o meio termo disso? Porque a sexualidade é algo que ameaça tanto? Por que tantos critérios a serem preenchidos?


É preciso ser claro ao transmitir informações. Mas só ela não basta. O grande X da questão é conseguir dar sentido para a proteção e o auto cuidado. Quando vai se falar sobre sexo com os adolescentes é sempre num tom de transgressão, de ameaça a saúde. Ao mesmo tempo que se vende uma teoria que sexo é saúde, na prática queremos passar os riscos em ser saudável. Claro que precisamos ter em mente a urgência e a responsabilidade em exercer os cuidados necessários à saúde sexual, mas as emoções precisam ser incluídas. Educação sexual fala de camisinha, DSTs, carinhos e frustrações. E nessa equação seria bom saber que estamos somando experiências, dividindo prazeres, subtraindo preconceitos e multiplicando informações. Talvez essa novidade possa assustar no início, mas depois fica fácil entender que sexo é algo que se aprende. Deixar que o tempo se encarregue da solução nem sempre dá certo e pode levar a conseqüências um tanto frustrantes. E claro, falar de sexualidade é dividir a responsabilidade com o social mas também com o individual, quando podemos ter o senso crítico para não aceitarmos qualquer teoria. Não deixe de fazer a sua parte.


Dra. Ana Paula Veiga






 
 
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