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SEXUALIDADE - SAIA DA ROTINA

Tudo o que vocês buscavam era um canto para fazer de cama e com o passar do tempo ela voltou a ser o lugar de dormir e só? É um paradoxo, mas quanto mais tempo se tem com o outro parece que menos se gasta com o sexo. Nessa, o romantismo vai embora e a transa só acontece com horário estabelecido.


Acontece que lá no início, os parceiros buscam ser atraentes para o outro, fica mais fácil acender o fogo. Mas quando entende-se que já se conhece as preferências alheias, entra-se numa sexualidade puramente mecânica, quase involuntária. Então, se a rotina nos faz mal ela já deveria ter sofrido alguma mutação genética, mas não é assim que acontece. Sua presença é tão inevitável que até nós vamos atrás dela. Ela traz segurança e um certo conforto. E não precisa ser uma visita negativa. Ela liga o nosso piloto automático e permite que façamos algumas coisas sem pensar: é a hora em que acordamos, por exemplo. Palavrinha útil em muitas situações mas um balde de água fria no sexo pois o desejo está interessado nos lugares que ainda não conhece. Claro que o dia a dia vem com as contas, o chefe, a família e os filhos. As preocupações invadem a casa de todos, mas não necessariamente a decadência sexual é o único caminho. Até porque, ainda que mais serena, as relações sexuais podem ser prazerosas, pois conhecendo melhor os caminhos do outro você se sente mais à vontade na cama.


Deve-se, isso sim, preocupar-se quando o casal passa a não perceber as necessidades ou insatisfação do outro. A cama é olugar de deitar quando se está com sono e a monotonia está dançando chácháchá na sua frente. Claro que isso vai repercurtir na esfera sexual. É preciso chamar o outro para uma conversa franca mas não estou falando de um inventário sexual, só que de nada vai adiantar serem pessoas que se encontram no final do dia e no início do mês dividem as contas.


Dra. Ana Paula Veiga






 
 
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