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Sexologia

Muito Mais Que Ficar Duro

Parece que os brasileiros estão acordando para os preços das coisas que nos cobram. Afinal de contas, ninguém quer que o dinheiro termine enquanto o mês continua. Quem quer ficar duro?

Em termos sexuais todos os homens. Eles (e elas) colocaram no pênis o mérito de ator principal da relação. Ele me dirá se eu sou bom de cama, ele me dirá se eu sou desejável. Acreditaram tão fortemente que é o pênis que dará prazer para ambos que a penetração vaginal ocupa a posição principal quando falamos de sexo. Afinal se acreditamos que sexo é um percurso pênis e vagina, faremos de tudo para que ele aconteça.  E o anterior ao momento fatal que graça tem? O ator principal é a penetração e é desse momento que ambos devem extrair o único e maiores de todos os prazeres. 

O mais engraçado disso é que para se ter uma boa ereção não se pode estar dependentes dela. Colocando toda a atenção do momento ali, lamento informar, nada irá funcionar.
Assim, por que não pensar e se permitir aproveitar as preliminares, não como se fosse um pratinho de sobremesa, ou melhor, um prato com uma carinha de aperitivo sem graça?

Aproveitando o esquenta que a preliminar proporciona, a tensão sexual, que é conseguida através desses jogos aumenta e consequentemente a resposta eretiva é melhorada.
Assim, fica um apelo para o povo brasileiro: temos que mudar a forma como vemos e orquestramos as relações sexuais. O padrão, a ordem e o script de atuação nos fala do que é cômodo e que tenho decorado de cabeça, mas não necessariamente daquilo que funciona.

E aqui sim: o pênis é mais do que somente algumas graminhas de carne. Dê a ele mais prazer e menos cobrança. A economia sai ganhando.

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Mais Uma Dose, Por Favor

Uma matéria (site BBC) diz que um estudo publicado nos EUA afirma que a chave para os casamentos felizes é o sofrimento. Diz que a criação atual das histórias de amor revela uma ilusão de que se pode construir um relacionamento perfeito. Para isso bastaria que nos esforçássemos o suficiente já que um tanto de esforço merece um tanto de gratificação. Tal fato contribui para a criação de uma barreira para lidar com os problemas do dia-a-dia. Ou seja, para um relacionamento saudável, entre de cabeça entendendo que perfeição não existe. Começando por você e passando pelo seu relacionamento. Assim, ao invés de não querer ver as diferenças, perceba desde cedo onde é que o bicho pega e o que se pode fazer para usarem a diferença a favor. A idéia não é eliminar o sofrimento, algo impossível, mas buscar entender as aflições de uma forma pacífica e compreensiva. É preciso que cada um se afaste da busca pela perfeição e aceite a existência das crises dentro de uma relação. Fazendo isso, você estaria perto do que eles chamaram de aceitação atenta. Nada mais do que a compreensão de que enquanto alguma dor é inevitável, o sofrimento de lutar contra o que não podemos mudar não é.

Os relacionamentos confundem e criam imagens falsas. Por isso que é preciso desmontar os cenários construídos para que se possa descobrir as distorções. Só não vale ficar ‘guardando caixão’, convencido de que a infelicidade deve ser preservada a qualquer custo. Muitos os que perdem os objetivos desde que não percam seus hábitos, bastando-se no sofrimento para que não sejam surpreendidos pelo prazer.

É preciso desconstruir a crença da metade da laranja e construir cada um a sua própria e os dois juntos uma terceira. Juntos, com as dificuldades presentes e não achando que cada mal estar revela que o relacionamento não dará mais certo, que há alguém na medida dos seus sonhos te esperando. Mas antes de sair à caça, pare e pense um pouquinho: O que você quer encontrar e porque de fato não consegue?


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Você não sabe o quanto eu caminhei

Para algumas mulheres, ver estrelas pode estar mais distante do que olhar o céu. Apesar disso, muitas ainda se sentem constrangidas de falar sobre sexo e suas necessidades sexuais com o parceiro. Tal inibição, a longo prazo, pode comprometer o bem estar feminino e a relação como um todo. É preciso se interessar pelo assunto pois a falta de prazer sexual não pode ser visto como uma questão secundária. Claro que se o fato está sendo nomeado pelo parceiro, não podemos pensar numa disfunção sexual, mas talvez numa ferida narcísica.

Agora se de fato você está lá e o “bem-bom” não tá bom, é preciso colocar as cartas na mesa sabe? É importante que se mantenha um bom canal de comunicação com o parceiro e com o seu corpo. Convenhamos, se você não se conhece, como o outro irá conhecer? A mulher precisa se responsabilizar pelo seu prazer, descobrir os pontos que a acende para poder mostrar como ser conduzida.

No sexo, é preciso se deixar levar pelas sensações e pelas fantasias, se liberando da preocupação maternal da mulher de agradar sempre o outro. É preciso deixar a inibição de lado pra fazer da sexualidade algo mais interessante e criativa. É preciso investir na própria sexualidade. Descubra novas posições, liberte-se dos preconceitos e libere suas fantasias, leia contos eróticos, masturbe-se e/ou procure ajuda especializada.

Saiba que você não está sozinha. Abra a caixa secreta da sua sexualidade sem medo de aceitá-la. O orgasmo é a consequência. O prazer não pode está ai, hein, mas no encontro. Por isso, identifique e compartilhe seus medos. Permita-se ter prazer. Sexo não deve ameaçar ninguém.

Estamos abrindo um espaço para esclarecermos suas dúvidas. Caso tenha alguma, mande um email para consultoriodepsicologia@gmail.com e aguarde a publicação. Seu nome será mantido em sigilo.

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Expectativa


Sabemos que a expectativa é um bichinho que alimentamos dentro de nós e que fica bem decepcionada quando o comportamento da outra pessoa sai diferente daquilo que nós imaginávamos. Vizinha da decepção, prima do remorso, a expectativa azeda relações e desfaz laços fortes.

Tudo porque você espera que a pessoa se lembre do aniversário do seu cachorro, que te ligue no dia  seguinte para te pedir em casamento ou que durante o primeiro encontro, ao menos, te adicione no facebook. Pode ser também que lá no fundo - porque não? – você espere que ele te procure depois de uma discussão (ainda quando você estiver errado), que ela seja simpática, que ele goste das suas amigas ou que ela ame futebol. É o outro que tem a responsabilidade de nos fazer feliz, de dar sentido as nossas escolhas, de nos paparicar.

É preciso aprender a deixar de pensar no que o outro deveria fazer nos 5 minutos seguintes pois viver o hoje ainda é mais fácil do que pensar no amanhã. Fora isso, é mais confortável e saudável. Você aproveita mais o momento, pode conhecer melhor a pessoa e, assim, sabendo quem ela é de verdade, se decepcionar menos.

Ter alguém para contar é algo muito bacana, mas contar com os seus sonhos e incluir um outro nessa história a qualquer custo é caminho curto pro fracasso. Libere o outro do seu roteiro e se libere para escrever a sua vida dia após dia.



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Ciúmes

Ignorado por poucos, há quem acredite que o ciúme evoluiu como um sistema precoce para a detecção de infidelidade. Mas essa emoção poderosa, universal e antiga que molda as paixões e que já foi chamada por vários nomes como infantilidade, baixa autoestima, imaturidade, insegurança – ou mesmo prova de afeto, não é o que mantém a fidelidade em dia. E se antes as investigações atrás de prova de traição ocorriam nas camisas, cuecas ou bolsas, hoje as invenções tecnológicas - emails e celulares - são os aliados para os ciumentos de plantão. Roubando a rotina, desgastando a relação, o ciúme colore com cores próprias o imaginário e deságua a realidade.

Mas, apesar disso, será que podemos falar de um ciúme ruim e outro bom? O ruim, claro, corrompe a relação. É o castrador que reprime e não permite trocas. Tem medo do crescimento do outro já que isso pode significar crescer pra lados opostos, ou seja, é um sentimento mesquinho. Já o bom funciona como tempero. É um combustível para os parceiros que não tem a ver com posse mas com amor e cuidado. Para isso, é importante se valorizar e aprender a confiar em si. E a recíproca é verdadeira: é importante valorizar e confiar no outro. Apenas com o equilíbrio saudável entre ciúme e confiança é que podemos nos relacionar com o compromisso e o amor que o outro nos deposita.

Vale lembrar que mesmo que ele não seja esquecido, o ciúme pode ser contido quando se escolhe deixar de sofrer por coisas que não se tem o controle. Claro que é preciso separar o que é seu e o que vem da sua relação. Para isso, é preciso descobrir os motivos que nos levam até ele. Informe-se sobre tal sentimento pois o conhecimento sempre é capaz de gerar segurança.


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Mais do que muito


Aprendemos que amor é um sentimento, e que por tanto, deve ser sentido, não tendo como ser racionalizado. Mas parece que o amor já foi medido e analisado como fenômeno social.

Sabemos que ele transforma um indivíduo normal em especial e único. Mas no meio disso, há as pessoas que amam demais e se submetem a relacionamentos ainda que eles não funcionem.

Quando amar é sofrer isso quer dizer que ou você está amando a pessoa errada ou de forma errada. Mesmo assim, a pessoa insiste, se sacrifica, anula a sua personalidade, tudo em nome do amor. Do amor? Pode-se até acreditar que sim, mas para alguns, a melhor tradução seria carência, baixa autoestima, punição ou sei-lá-mais-o-quê.

Triste e real: pessoas apegam-se a alguém para evitar a solidão. Ou seja, quem ama demais, na verdade, são pessoas que (se) amam de menos. Assim, o amor, que poderia ser um meio de crescimento pessoal, torna-se uma prisão. E com medo de serem infelizes fora desse relacionamento, pisam devagar, preocupando-se com os movimentos do outro e transformam-se em coadjuvante da própria história ao fugir do exercício da responsabilidade sob a própria vida. Vive a vida alheia, manipulando seus afetos e comprometendo quaisquer tipos de relacionamento que estão do “lado de fora”.

São pessoas intensas querendo desesperadamente amar e se sentir acolhidas. Elas aprendem com muito sofrimento sobre a importância de ter vida própria e que um relacionamento deve vir para somar e não anular. Quando unificamos a privacidade, a intimidade, a sinceridade, o respeito e a consideração, atingimos um estado de entrega saudável.



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É preciso planejar


Com o tempo cada vez mais corrido, além de enaltecido, é necessário o hábito de planejar o que vamos fazer pro lanche das crianças, onde vamos tirar nossas próximas férias ou quando vamos visitar nossa mãe. Mesmo aquilo considerado o mais difícil atualmente, como comprar um apartamento, se tivermos um bom planejamento, inevitavelmente, um dia, chegaremos lá.

Planejam aquelas pessoas que usam o tempo como aliado no lugar de simplesmente gastá-lo. Pessoas que driblam a rotina e, ainda que seja difícil, buscam por novas situações. São pessoas que se relacionam para além da reclamação de que não se tem tempo pra nada. Ainda que a frase seja verdadeira, elas acham uma brecha para fazer algo interessante, ainda que seja descansar.

Espero não pegar, inclusive essas pessoas de surpresa, por dizer que o sexo também merece planejamento. A vontade não brota do chão do quarto, o coelho não sai da cartola. É preciso separar um tempo pra cultivar a intimidade com o parceiro, o carinho acolhedor, o aconchego despretensioso. 

Combinar hora com a sua sexualidade, é pensar em sexo bem antes dele começar. É dar um bom dia para o parceiro, é dizer que a espera chegar em casa para ficarem um pouco juntos. É uma gratuita demonstração de carinho que só tem a fazer bem para os dois.

Claro que ser pego de surpresa também é delicioso, mas, o sexo não se faz só desses momentos. Então, curta o inesperado mas acredite que a sua sexualidade vai além disso.




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Abrir ou Fechar, Eis a Questão


Se a monogamia é nosso estado natural porque é alta a porcentagem de homens e mulheres com relacionamentos extraconjugais? A atração e o desejo além do parceiro é um inegável instinto entre os animais, o que nos inclui, claro. Como humanos, temos o ideal da monogamia e nos esforçamos para atingi-lo. Mas, para algumas pessoas, se relacionar fora do relacionamento é uma opção e chamar isso de traição também. Talvez as mais conservadoras, entendam monogamia e moralidade como palavras sem variações, trazendo culpa aos desejos além das paredes, ainda que não saiam da fantasia.

Se somos seres desejantes, uma pessoa não invalida necessariamente o desejo por outras, mas o que faremos com ele é outra história. Os que escolhem dar ouvidos, se admitirem tal peripécia, pagarão um alto preço pois para muitos, numa relação, a fidelidade é mais importante do que o companheirismo. Quem não ouviu dizer que toleraria tudo menos traição? É o amor romântico falando mais alto.

Desde sempre, a tentativa é que amemos ao próximo. Mas o sucesso não é alcançado facilmente. Olhar o outro cara a cara é deixar a idealização de lado. É ter vontade de esquentar a cadeira e perceber que o outro tem lacunas e saber o que pretende-se fazer com a insatisfação e a frustração. Explicar as razões de tais sentimentos, pra si e pro outro, pode não ser agradável, demanda tempo e paciência. Mais fácil encontrar um novo amor ou ao menos acreditar que se está amando novamente, mesmo que esse seja um sentimento aparente. Enquanto a saída for pular de galho em galho, pode-se não saber a origem de tal angústia ou o que se procura. É somente a partir do momento do encontro consigo, de saber respeitar-se que pode haver um relacionamento com o outro e não com suas carências e/ou expectativas.

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Mais Uma Dose, Por Favor


Uma matéria (site BBC) diz que um estudo publicado nos EUA afirma que a chave para os casamentos felizes é o sofrimento. Diz que a criação atual das histórias de amor revela uma ilusão de que se pode construir um relacionamento perfeito. Para isso bastaria que nos esforçássemos o suficiente já que um tanto de esforço merece um tanto de gratificação. Tal fato contribui para a criação de uma barreira para lidar com os problemas do dia-a-dia. Ou seja, para um relacionamento saudável, entre de cabeça entendendo que perfeição não existe. Começando por você e passando pelo seu relacionamento. Assim, ao invés de não querer ver as diferenças, perceba desde cedo onde é que o bicho pega e o que se pode fazer para usarem a diferença a favor. A idéia não é eliminar o sofrimento, algo impossível, mas buscar entender as aflições de uma forma pacífica e compreensiva. É preciso que cada um se afaste da busca pela perfeição e aceite a existência das crises dentro de uma relação. Fazendo isso, você estaria perto do que eles chamaram de aceitação atenta. Nada mais do que a compreensão de que enquanto alguma dor é inevitável, o sofrimento de lutar contra o que não podemos mudar não é.

Os relacionamentos confundem e criam imagens falsas. Por isso que é preciso desmontar os cenários construídos para que se possa descobrir as distorções. Só não vale ficar ‘guardando caixão’, convencido de que a infelicidade deve ser preservada a qualquer custo. Muitos os que perdem os objetivos desde que não percam seus hábitos, bastando-se no sofrimento para que não sejam surpreendidos pelo prazer.

É preciso desconstruir a crença da metade da laranja e construir cada um a sua própria e os dois juntos uma terceira. Juntos, com as dificuldades presentes e não achando que cada mal estar revela que o relacionamento não dará mais certo, que há alguém na medida dos seus sonhos te esperando. Mas antes de sair à caça, pare e pense um pouquinho: O que você quer encontrar e porque de fato não consegue?





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Feliz Tempo Novo


Tempo. Com o início de um novo ano, ele se transforma no astro principal. Por isso, escolhi trazer ele pra cá também. É que por vezes tenho a sensação de que ele tá logo ali, bem na próxima esquina, sorrido enquanto espera por encontrar com o primeiro desavisado que passar. Só cuidado pra não ser enganado, pois esse é um sorriso sarcástico, daquele que sabe que assustará ao cidadão de bem.

E que susto. Afinal, quantas são as pessoas que fogem dele, como se ele não estivesse logo atrás? Ou à sua frente, caso prefira assim. Quantos falam dele como se fosse o seu pior inimigo? E no sexo, você deve estar me perguntando, afinal a coluna é sobre isso, certo? E eu respondo que lá também ele cintila. Não adianta fazer de conta que ele não existe e achar que aquele desempenho atlético que existia até pouco menos de 30 anos atrás, estará presente até o final de nossas vidas. Consolo: você pode perder na quantidade, mas o que ganha na qualidade compensa. Claro que você só verá o saldo positivo dessa balança se não estiver focado na tal da arte performática.

Outro lugar que vemos tempo e sexo de birra é quando um casal diz que já não transa mais pois estão juntos há muito tempo. Sabe como é, né, esfria. Mas se é o tempo que permite que conheçamos o outro, que descubramos nossos próprios desejos porque ele precisa ser encarado como inimigo aqui também? Um bom antídoto pra esse caso é não achar que o sexo estará te esperando todos os dias (como o tempo estaria). Você precisa abrir espaço, pois ele não brota sem o seu consentimento. Não, sexo não é erva daninha, que vai tomando espaço na nossa plantação sem que a gente perceba.

Por isso, desejo que vocês usem o tempo que possuem a favor. Temos pela frente não só um novo ano, com seus dias fresquinhos para serem usados. Novos anos acontecem a cada novo dia. Assim, vivam, envelheçam e amadureçam. Sexualmente também, claro.


Estamos abrindo um espaço para esclarecermos suas dúvidas. Caso tenha alguma, mande um email para consultoriodepsicologia@gmail.com e aguarde a publicação. Seu nome será mantido em sigilo.



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O Mundo Está Ao Contrário e Ninguém Reparou (Novembro 2012)

Acabo de ler uma matéria que ensinava como deixar o outro a fim. Se pensa que você deve ser romântico ou lembrar-se das datas importantes, engana-se. É preciso deixá-lo esperando ou fingir que não ouviu o que falou. A idéia é demonstrar que tem mais com o que se preocupar. Queria entender porque não podemos ser simplesmente nós mesmos. Passamos toda a nossa infância jogando jogos, será que eles são uma espécie de preparação para os jogos da vida adulta?

Lá no tempo das cavernas, sem as influências sociais, sem todos esses ti-ti-tis, as pessoas se procuravam e se achavam de uma forma simples e sem interferências. Hoje, as necessidades são as mesmas. Mudando algumas coisas já que não precisamos de um homem que mate dinossauros mas um que nos proteja e se prontifique a trocar a tomada que queimou. Ou nem mesmo de uma mulher que esteja esperando com a mesa posta e o sorriso no rosto mas de uma que saiba ser feminina e dócil e que esteja pronta pra nos dar colo sem que ninguém veja. A essência continua pela busca de um alguém que nos complete, nos valorize e que admiramos. E que mal há no meio disso demonstrar para a pessoa que ela é especial? Que você se importa com o bem estar dela?

É muito bom ter estratégia se você está pensando em fugir de um engarrafamento mas se você quer entrar na vida de alguém, dividir a sua com outra pessoa, o conselho é que se possa ser você ainda que não seja a pessoa mais interessante do mundo. Ufa! Alívio e conforto não fazem mal a ninguém. Inventar um personagem, demonstrar o que não quer fazer, é mais do que cansativo, é infantil, superficial e sem garantias. Podem acreditar, aquela estória de “coma tudo que ganha a sobremesa” perdeu a validade quando você completou uns 7 anos.

Dra. Ana Paula Veiga


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A Mágica Azul (Outubro 2012)


Sabemos que o Viagra® mudou o comportamento sexual. O que talvez poucos saibam é que pertencente a Pfizer (patenteado até 2010), hoje outros laboratórios comercializam a substância. Quem comprou sabe o quanto esse é um artigo de consumo caro e a entrada de novos concorrentes pela industria farmacêutica possibilitou a diminuição do custo final.
Vale lembrar que a facilitação da ereção obtida pelo consumo do Viagra® acontece por ele ser um vaso-dilatador e não um milagre que se compra na esquina. É necesário sentir desejo, resposta fisiológica anterior a excitação e, por isso, o uso vulgar, como atributo para melhorar performance, é placebo.

Agente de uma revolução na sexualidade masculina - e, por conseqüência, na vida sexual dos casais, tais medicamentos cumpriram o que lhes era proposto: combater de forma eficaz a dificuldade eretiva orgânica, devolvendo a segurança perdida.

Mesmo com seu benefício inegável, o cidrato de sildenafila pode ter um efeito colateral perigoso para o homem, que é torná-lo ainda mais displicente com a saúde. É preciso ir além das soluções mágicas e buscar um estilo de vida longe dos exageros ou vícios, pensando na saúde como algo integral e não compartimentos separados.

De repente, anos de pesquisa sobre as causas físicas, psíquicas e comportamentais da disfunção erétil, além de calhamaços de estudos sobre sexualidade humana foram colocados de lado, pois a solução se apresentou - a custos elevadíssimos, é verdade - na forma de algo que não exige altas reflexões existenciais nem mudança de hábitos ou atitudes.



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Qual Seu Ritmo? (Setembro 2012)

Muitas pessoas ainda usam a frequência sexual como um termômetro sem saber que a cobrança pode prejudicar a relação entre os lençois. Mas ainda que estejam transando menos isso não significa que o amor tenha chegado ao fim. E, pelo contrário, usar isso como critério é reduzir o relacionamento ao sexo. Nada por si só mais brochante.

Claro que uma falta de desejo momentânea é normal. A atração pode estar presente mas não precisa culminar na explosão sexual de antigamente. Pode ser algo do trabalho ou até mesmo falta de espelho ou até higiene. O casal quando mora junto, esquece de cuidar da aparência, e dentro da mesma casa, ela não engana mais ninguém. Algumas hipóteses requerem diálogo, outras só autocrítica.

Claro que não é necessário haver uma frequência frenética, até porque o que conta é a qualidade. A natureza do relacionamento pode ser tranquila e, então, meu caro, nada de invejar o leão. É preciso entender que se tivermos investimento para isso, o passar do tempo não faz com que a libido abaixe.

Use a criatividade e a imaginação a seu favor, mas varie aos poucos. Nada de assustar o outro para que o tiro não saia pela culatra. Até porque surpresas todos os dias perdem a graça e deixam de ser surpresas. E como equilibrar novidade e rotina? O bom senso deve ser o responsável por tal resposta. Use com moderação para não tornar um hábito. E relaxe: é invevitável que as repetições ocorram.

É preciso pensar além do financiamento do carro, da inflitração no banheiro ou da reunião de condomínio. Com o passar do tempo, deixar a chama acessa é um dever dos dois. Precisamos admitir que todos nós podemos fazer melhor e, assim, pensar com criatividade em formas de evitar a monotonia.




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Afinal, Ele Existe ? (Agosto 2012)


Um velho assunto novo: o orgasmo vaginal. Pergunta nunca esquecida entre os pesquisadores que volta e meia ressurgem com o questionamento freudiano.

Há quem garanta que o orgasmo vaginal existe e que é uma experiência diferente daquele conquistado através da estimulação clitoriana. Ainda assim, há aqueles que acreditam que como a parede frontal da vagina está intimamente ligada às partes internas do clitóris, havendo a estimulação vaginal, necessariamente haverá a estimulação do clitóris e por isso, tal diferença não seria nada além de um valor sem propósito.

Porém estudos realizados com ressonância magnética funcional demonstraram diferentes áreas do cérebro em ação, ativadas em resposta à estimulação vaginal e clitoriana, ou seja, tais estimulações não ativam o mesmo local no córtex sensorial, sendo então respostas sexuais diferentes.

Enquanto os pesquisadores não chegam a um acordo e a sexualidade feminina ainda veste a fantasia do mistério, resta permitir que as mulheres descubram o próprio corpo e assim desvendem os prazeres por ele escondido. Pena que muitas ainda não percebam o seu enorme potencial orgásmico, aproveitando-o muito pouco. Assim, lembre-se que o orgasmo é mais do que uma disposição fisiológica, é a entrega de desejos com a mistura de sensações, uma viagem que antes de ir pro corpo, começa na cabeça.



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1 + 1 = Uma Multidão


Estamos vivendo a orgasmocracia onde todos têm mais do que direitos, mas deveres em sentí-los. Sim, a frase é no plural mesmo. Temos que ser multiorgásmicos: homens e mulheres, claro. Não importa a disponibilidade fisiológica. Nesse regime ditatorial, onde tudo se transforma em desejo, as pessoas se usam para demonstrar o quanto são sexualizadas e satisfeitas. Acontece que a libido não é linear como parece ser e a sexualidade é mais do que os poucos centímetros que temos no corpo. Ela está lá, mas também impressa na realidade de cada cultura, pois somos um entrelace entre o real, o imaginário e o simbólico e cada um desses ingredientes oferecem tonalidades diferentes ao que somos e ao levamos.

Assim, acreditando já saber a resposta, me pergunto: Será possível viver uma sexualidade só com o corpo? A vivência é feita com o sujeito ou com o seu corpo? Afirmo categoricamente que o erotismo é o plus corporal mas não pode prescindir dele. A dissociação corpo e sujeito leva a um sofrimento, já que um sem o outro submete-se: é objeto que não questiona a sexualidade bastando estar na linha de frente do espetáculo, onde o ter é parecer onde a mecanização do sexo está tornando a sexualidade um objeto de uso e satisfação pessoal. Os sentimentos são por vezes anestesiados num sexo castrado e por vezes vazio.

Percebe-se a sexualidade a serviço da auto-identidade perdida, num momento em que a satisfação é momentânea. É por isso que grande parte da sexualidade hoje é feita de amores frustrados, angústias engolidas e frustrações disfarçadas.

É preciso ampliar a sexualidade e trazer algo mais original ao que foi formatado. É preciso temperar carências e equalizar necessidades. No meio de tudo isso, desejo senso crítico aos aventureiros.


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Cheio vs Vazio (Abr 2012)


Fui viajar e logo que cheguei no aeroporto comprei um livro da Fernanda Young bem explicativo. Vou dar uma dica: entre os humanos, não há lugar para a modéstia quando o assunto é ele. Isso mesmo: o nome do livro é Pau, sem meias palavras. O título pode ser pequeno, mas dentro, Young, ou melhor, Adriana, faz uso de artifícios para falar sobre um instrumento tão cobiçado, ou, como ela afirma, 70 gramas de carne, nada mais do que um hambúrguer se fosse esmagado. Mas se pesa pouco, importa muito. É o galã da novela das sete, 24 horas por dia.

E como estar na mão de um mecanismo que é completamente automático? Claro que é melhor sobrar do que faltar, e é por isso que muitos não se importam de ter uma ereção fora de hora, mas e quando ele resolve não funcionar? Fale do Papa, de futebol e até da mãe, mas não julgue seu funcionamento. Homem de verdade ou de mentira? A resposta dessa linha divisória está no funcionamento do Pau.

E como cachorros e macacos vivem com seus duros, falta de inteligência nunca será o problema. E Adriana ressalta que os homens obedecem a eles com uma dedicação incrível, perguntando-se pra que tanta lealdade. E arrisca a resposta com outra pergunta: Será que eles têm medo de que ele vá embora? Afinal, ter Pau só pode uma questão de merecimento porque uma coisa desse porte, que pode ocasionar tanto estrago, não deveria vir assim tão fácil, de nascença.

E dessa vez, como estou falando da Adriana, ela que vai deixar umas perguntas aqui pros homens: Vocês vão continuar indo na direção que o Pau aponta? Já pensaram em todas besterias que fizeram na vida decorrentes do mau comportamento dele? Será que não é hora de começar a ver o pau do tamanho que ele é?


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A Linguagem do Cheiro (Mar 2012)


Vários fatores são responsáveis pela atração interpessoal. Um deles, grande ativador sexual, é insensível, invisível e tem mexido com a curiosidade dos neurocientistas: os feromônios,  que afetam inconscientemente o nosso comportamento.

Hoje existe inúmeras pesquisas com o objetivo de dar uma de cupido. O poder do cheiro já foi testado e aprovado pela indústria de perfumaria, não nos deixando dúvidas sobre isso. Mas é possível que os feromônios influenciem os humanos? Parece que sim. Como os hormônios, os feromônios são mensageiros químicos que, ao invés de transportar informação dentro de um indivíduo, tem como objetivo principal promover a atração sexual entre a mesma espécie. Ou seja, mesmo que usemos os olhos para escolher o parceiro, a atração depende do olfato.

Numa sociedade tão perfumada como a nossa é prática comum a eliminação do cheiro natural do corpo com desodorantes e perfumes. Claro que eles também podem ser estimulantes para os parceiros, mas esconder o cheiro através de outras substâncias químicas não é suficiente para esconder aquele que cada um possui, ou seja, seu feromônio, pessoal e instransferível, que tem uma fixação muito maior do que qualquer perfume francês. Claro que os produtos de higiene têm a função de transformar o que captamos em sensações agradáveis. Mas os odores corporais vão além dos perfumes e podem levar a reações primitivas e não racionais pois nosso afrodisíaco natural funciona como um código de barra capaz de marcar de forma tanto positiva quanto negativa, aproximando ou distanciando pessoas. Então já sabe, da próxima vez que você encontrar com alguém que não foi com a cara, já pode dividir a responsabilidade do “santo que não bateu” com o feromônio.


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A Vez Deles (Fev 2012)


Sejamos coerentes. Se as mulheres sofrem com a repressão sexual, os homens sofrem com a falta de espaço para serem humanos. Também são reprimidos sexuais. Enquanto elas podem expor seus problemas, eles não têm esse espaço. Precisam de acolhimento mas o que vemos são etiquetas presas nos corpos deles dizendo que sabem e conhecem tudo sobre sexo quando falar de sexo para eles é falar de performance. Ainda que as coisas estejam mudando e não são mais considerados bananas por qualquer coisa, a sexualidade masculina continua secreta.

Será por isso que estamos em tempos de homens inseguros? Arrisco a dizer que é porque bolamos regras prontas sobre como se relacionar, sobre o que a mulher quer ou quem são eles. A diversidade nos assusta tanto que logo criamos categorias e critérios para preenchermos angústias. E conhecem aquela história de uma mentira contada mil vezes se faz numa verdade? Ou seja, eles se comportam como a realidade pede, customizando seus comportamentos.

Mas o que percebo, na verdade, é que a crise não é masculina mas de um modelo da masculinidade. Se antes existia um único padrão a ser seguido, hoje há concorrentes e é preciso ir do machão ao sensível em 3 segundos. As mulheres estão exigindo mais e tudo dentro de uma única pessoa.

Mas tente relaxar mais e se permitir ser quem você é, sem precisar enganar ninguém, sem precisar de um mantra da proteção. Vamos liberar os homens de tantos roteiros, planejamentos ou teorias. Pare de olhar para um que não existe. É preciso compreensão para encontrá-los e vontade para aceitá-los.


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Olá, Quer Tc? (Jan 2012)


Na minha época era preciso uma agenda cheia de clipes para demonstrar que eu já estava na adolescência, hoje tudo está no virtual. São vários os sites para que você esteja em contato e diga o que está fazendo da sua vida. Se antes era exatamente isso que os adolescentes mais detestavam, hoje que os adultos estão gostando dessa brincadeira. Mas que relações são essas mediadas pela internet? O encontro que acontece ali é informatizado, superficializando a intimidade. No virtual, não que eu não seja aquilo, mas ninguém precisa saber quem sou e um dos nossos sentidos mais fundamentais, a imaginação é bem alimentado pela internet. Tanto que a ferramenta dos sites de relacionamento é o visual que permite o início da libido, estímulando a atração. Fotos de pessoas lindas e sorridentes te esperam, basta fazer a sua parte e se cadastrar: digite o número do seu cartão de crédito e fature vários encontros com pessoas interessantes, claro. Acontece, como disse uma vez Lulu Santos, o mundo lá fora num instante te devora e na vida real não é bem assim que acontece.

Claro que se não fosse a internet ficaríamos sem conhecer muita coisa. Mas, ao mesmo tempo que ela é capaz de nos passar dados de realidade, nos fala também de um lugar reservado para a fantasia onde seres que se virtualizam em photoshops das próprias vidas. Cria-se o mundo que se quer e usa-o como se existisse. Além disso, a internet é um veículo moderno e seguro. Você não precisa sair de casa ou passar pelo teste do bafômetro. Mas, ainda assim a ansiedade do 1º encontro persiste. Os “a dois” precisam de contato verdadeiro, num ambiente bem diferente daquele controlado do virtual. É preciso sair de lá e entrar no aqui. É preciso tocar a pele, olhar os olhos, sentir o cheiro. Deixando que duas mãos se encontrem sem que seja ao som de um teclado. É preciso saber de si, segurar um papo frente a frente porque ali não adianta bloquear ou fazer de conta que a conexão caiu.


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Se não é droga, será que vicia?


Muitos homens têm medo do vibrador roubar a cena. E se esse objeto for o responsável pelo orgasmo delas? Será o fim de tanto (des)empenho? Vamos com muita calma pois não é assim. O vibrador, assim como qualquer outro acessório, é um recurso completamente sadio e normal dentro de quartos quando os dois concordam com a sua utilização. Caso contrário, ele deverá voltar pra gaveta ou nem sair da loja.

Antes utilizados por solterias, encalhadas e viúvas. Hoje utilizado por mulheres que se dizem mais à vontade de levarem um terceiro elemento para a cama. Mas e o que fazer se ele não quer nem tentar? Não adianta, eu sei. Tem uns que não estão abertos para a novidade e ai é um trabalho de consciência masculina ou da persistência feminina. Claro que vale se questionar o quanto que ele também é importante para a realização da mulher para que seu uso não se transforme em uma guerra de poder. Então vamos sanar a primeira questão: vibrador nenhum conhece o caminho para o Grande Ó. Não vai achando que o seu uso vai trazer o caminho do orgasmo perdido. Se fosse assim, ele não se chamaria vibrador e sim GPS. O que acontece é que seu uso pode facilitar no conhecimento das reações corporais. Além dele, o uso de outras técnicas e o bom e velho corpo do parceiro também servem como aliados.

Assim, o problema não está em seu uso mas na falta de comunicação entre os parceiros. Está na dificuldade de entendimento e de acordos na relação. Imagina que chato deve ser uma mulher frustrada por querer experimentar o vibrador e um homem angustiado em se sentir comparado ou deixado de lado.

Façam ou não façam o que sentirem vontade mas cuidado com o poder que se pode acabar atribuindo a um simples objeto. A manipulação é que vai ser o diferencial nessas horas e para manipular é preciso conhecer o caminho a ser percorrido. Descubra como descobrí-lo e faça bom proveito das suas novas potencialidades.



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Sexologia: Atualize-se !


Sexo no Cativeiro de Esther Perel fala sobre quanto a intimidade é nociva aos relacionamentos. Pensemos na lei da oferta e da procura: quando a oferta é infinita, o seu valor cai. A autora afirma que o erotismo precisa de uma distância, um espaço entre o eu e o outro. Mas lembremos que sexo e afeto se colocam em esfera e importância distintas e nos puxam para lados contrários.

Sem perceber casais sacrificaram a paixão em nome da estabilidade. Contribui para isso as próprias dinâmicas de um relacionamento que não colaboram muito para o sexo. Aquilo que é fonte de conflito fora da cama, poder, controle, vulnerabilidade, é desejável se experimentada através do corpo e erotizado. Como separar algo que está tão misturado?? Mais. Como esperar que o nosso relacionamento nos proteja dos perigos do mundo se o amor é intrinsicamente instável? Criamos artifícios para isso: colocamos limites, impomos regras e criamos previssibilidades. A mesma base do conhecido que traz a paz doméstica, orquestra o tédio. E muito disso se dá pelo fato de que gostamos de neutralizar a complexidade do outro em nome da nossa segurança. Estreitamos nosso parceiro, ignoramos partes essenciais para colocarmos ordem na casa. Também nos reduzimos, abrimos mão de blocos da nossa personalidade em nome do amor. Quando a intimidade é sinônimo de fusão, não é a falta mas o excesso da proximidade que impede o desejo. Quando dois vira um, não há ninguém com quem se ligar e onde não se tem nada para esconder, não há nada a procurar: esse é o lema do desejo, que está mais mais interessado em onde pode estar do que onde esteve. A paixão está intimamente ligada ao nível de incerteza que você está disposto a tolerar. Assim, tolerar a própria individualidade é fundamental para manter o desejo do lado de dentro da relação. Não esqueãmos que o fogo também precisa de oxigênio para se alimentar.




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Estamos abrindo um espaco para esclarecermos suas dúvidas. Caso tenha alguma, mande um email para consultoriodepsicologia@gmail.com e aguarde a publicação. Seu nome será mantido em sigilo.

 

 

 
 
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