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SEGURANÇA 2 – VERSÃO ZONA SUL - BAIRROS EM ESTADO DE ALERTA

Violência chega à zona sul.


A onda de violência chegou à zona sul. Dos bandos de menores atacando viaturas até as invasões armadas a condomínios. A sociedade está perdendo a guerra contra o crime.


Moradores dos bairros de Botafogo e do Humaitá, por exemplo, já reclamam há bastante tempo de roubos cometidos por menores de idade, assim como a frequente presença destes nas praças e ruas, geralmente portando latas e garrafas contendo substâncias entorpecentes.


Com o tempo, até intensificou-se a presença de policiais e guardas municipais, mas isso não surtiu o efeito esperado. Recentemente, um bando de menores em situação de rua, após cometerem delitos em lojas do bairro, foram apreendidos por guardas municipais. Porém, o restante do bando, que havia fugido, voltou arremessado pedras, até quebrando os vidros de uma viatura. Em menor número, os guardas foram obrigados a fugir, diante da ousadia do grupo. A segurança foi novamente reforçada, mas a presença dos menores, à vontade devido às leis brasileiras, intimida sobretudo mulheres e idosos.


Para piorar, modalidades de crimes mais graves chegaram à região. A população local reclama de seguidos assaltos à mão armada, já houve casos, inclusive, na área do metrô, uma região bastante movimentada, e em alguns sinais de trânsito. Já quem mora no Humaitá, relata a frequência de assaltos dentro do Túnel Rebouças, que liga o bairro diretamente à zona norte, com arrastões de marginais, que bloqueiam a passagem dos veículos. Recentemente, um médico foi baleado.


Mas o que causou maior preocupação foram as recentes notícias de invasões a condomínios. Um dos casos ocorreu justamente na rua Professor Álvaro Rodrigues, em Botafogo, outro em Copacabana e um terceiro no Jardim Botânico, bairros colados a Botafogo e Humaitá. Os marginais se aproveitam de prédios sem porteiro, onde rendem visitas, entregadores ou moradores que entram de carro. Assim, obtém acesso ao condomínio e entram nas residências. Mas a presença de porteiros não intimida. O despreparo de alguns profissionais e a segurança mínima de muitos prédios permite que os bandidos consigam contato próximo ao profissional e, assim, rendê-los.


“Estamos entregues! Não há mais segurança nem mesmo dentro de casa”, desabafou o aposentado Roberto Vital, morador do bairro de Botafogo há 29 anos, revelando ainda que nunca viu uma onde de insegurança tão grande.


Mas por que esse crescimento da violência? De acordo com especialistas, a falta de penalidades duras, inclusive para os menores de idade, e a falt de perspectivas para muitos jovense famílias em situação de grve pobreza contribui, mas a recente crise financeira do Estado é que agravou o problema. Policiais que não estão recebendo salário corretamente estão desmotivados para colocar suas vidas em risco. Também não há verba para a contratação de novos policiais, manutenção de viaturas e equipamentos. Tudo isso reduz o poder da polícia, e com isso a marginalidade encontra as brechas de que precisa.


Ao menos a Urca aparece como um oásis no meio do deserto, sendo um dos bairros menos afetados pela violência. O fato de possuir apenas uma saída, o que facilita o trabalho da polícia, e de possuir um grande contingente de militares como moradores, parece garantir essa certa tranquilidade. Mesmo assim, é importante o morador ficar atento, pois os bandidos parecem estar à espreita, só aguardando por uma oportunidade.







 
 
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