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SEGURANÇA 1 – VERSÃO ZONA NORTE - ESTADO DE ALERTA

Violência aumenta na Grande Tijuca.


A onda de violência aumentou na Grande Tijuca. Desde pequenos bandos de menores assaltando lojas e transeuntes na Praça SaensPeña ou na 28 de setembro até os assaltos cinematográficos a caixas eletrônicos com fechamento de vias importantes. A sociedade está perdendo a guerra contra o crime.


Moradores de Tijuca, Grajaú, Andaraí e Vila Isabel estão sentindo-se inseguros, sem falar nos que estão apavorados. Se a comunidade já reclamava bastante de roubos cometidos pelos menores de idade, assim como a frequente presença destes nas praças e nas ruas, geralmente portando latas e garrafas contendo substâncias entorpecentes, agora piorou. Isso demonstra que não está dando certo a tática para proteger a infância e a adolescência, assim como os bairros em questão.


Até houve aumento da presença de policiais e guardas municipais, mas isso não surtiu o efeito esperado. Recentemente, uma cena corriqueira ocorreu próximo ao Supermercado Guanabara da Tijuca. Uma pedestre foi roubada por um bando de menores, e com a confusão, muita gente correu para o complexo de lojas que fica na entrada do supermercado. Ao menos, neste episódio, alguns menores foram apreendidos, mas nem sempre é assim.


E a situação atual é ainda pior. Há crimes bem mais graves na região. A população da Tijuca reclama de seguidos assaltos à mão armada no bairro, já a Boulevard 28 de setembro, à noite, tem ficado deserta por conta do medo, desde que um caixa eletrônico foi explodido por marginais, que ainda tiveram a ousadia de fechar a tradicional avenida para executar a ação, que teve relação com uma facção criminosa paulista. Já quem precisa se deslocar do Grajaú até a Freguesia relata a frequência de assaltos na Estrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga os bairros da zona norte e da zona oeste, onde há arrastões e bloqueios da pista.


“Nunca nos sentimos tão inseguros. As pessoas temem sair de noite e alguns locais importantes ficam desertos”, reclamou a dona de casa Rita Aguiar, moradora de Vila Isabel há 5 anos.


Mas por que esse crescimento da violência? De acordo com especialistas, a dificuldade do país em lidar com o tema (não possui penalidades duras que imponham respeito ou que tirem de circulação definitivamente os elementos que geram perigo à sociedade) é uma das causas.


A falta de punição severa aos menores de idade também contribui para o problema. Eles (menores) confiam na impunidade. Quem disse isso foi um guarda municipal da zona sul, que relatou não adiantar prender os menores, já que eles estarão de volta às ruas em pouco tempo.


Mas foi a recente crise financeira do Estado que agravou o problema. Policiais que não estão recebendo salário corretamente ficaram desmotivados para colocar suas vidas em risco. Também não há verba para a contratação de novos policiais, manutenção de viaturas e equipamentos. Tudo isso reduz o poder da polícia, e com isso a marginalidade encontra as brechas de que precisa.


No caso da Grande Tijuca, ainda há um agravante: a região é cercada por diversas comunidades carentes, onde o tráfico está presente mesmo com a existência das UPPs. Muitas vezes, a vítima dos marginais é o próprio policial. Com isso, fica a pergunta: como a população pode confiar na segurança do Estado se nem mesmo o policial está seguro?!









 
 
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