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POLÍTICA - SAI COPA, ENTRA ELEIÇÃO

O futebol passou e o foco agora é a Eleição, já daqui a 3 meses. E a economia é a prioridade.

 

Daqui a três meses o Brasil terá um novo presidente. E se neste ano o país não teve o sucesso esperado no futebol, é na política que isso pode acontecer. E quem ganhar esse campeonato presidencial terá um jogo importante a vencer: a recuperação dos bons tempos da nossa economia, que é prioridade para a prosperidade de qualquer nação, e consequentemente de seu povo.


E, diante da importância do tema, sabendo que muitos candidatos tentam confundir o eleitorado, seja desmerecendo o trabalho de alguns responsáveis, seja tirando vantagem dos méritos de terceiros, vamos relembrar como tudo aconteceu.

A ALTA INFLAÇÃO

As mais novas gerações podem não saber, mas o Brasil viveu na década de 80 e 90 uma hiperinflação, quando havia um encarecimento rápido dos produtos, uma desvalorização acentuada da nossa moeda e consequentemente uma catastrófica recessão. Os preços chegavam a aumentar mais de uma vez ao dia, fazendo com que as pessoas tentassem usar logo o salário que recebiam, já que, se esperassem para gastar, ele valeria muito menos depois. Por isso, nessa época, se criou o hábito das compras do mês. Além disso, essa alta de preços fazia com que muita gente não tivesse noção exata do valor dos produtos e serviços, e aberrações ocorriam, como um fogão de brinquedo custar mais do que um fogão de verdade. Loucura total.

OS PLANOS

Na busca por medidas capazes de conter esse panorama caótico, vários planos econômicos foram tentados sem sucesso por diferentes governos, como o plano Cruzado, o Plano Bresser, Plano Verão e o Plano Collor. Foi somente, em 1994, sob o governo do Presidente Itamar Franco, que assumiu o poder após o impedimento do ex-presidente Fernando Collor de Melo, que se iniciou o controle da inflação e, consequentemente, da desvalorização da moeda e da recessão, com a criação do Plano Real.

FORTALECIMENTO DA ECONOMIA

Muito se tem falado que há alguns anos o pobre e a classe média passaram a ter melhores condições de vida. Inclusive, o Partido dos Trabalhadores (PT), naquela ocasião, atribuía essa melhora exclusivamente ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), e a alguns programas assistenciais, alguns criados e outros ampliados pelo mesmo presidente. Mas, de acordo com a maioria dos especialistas econômicos, não foi bem assim.


O pobre e a classe média só tiveram aumento de emprego e poder de compra por que a economia brasileira se fortaleceu ao longo dos anos, o que foi iniciado, como citado, naquele já distante ano de 1994, com a criação do Plano Real.


De acordo com fontes internacionais, o Governo Lula deu a sua parcela de contribuição sim, mas foi apenas o quarto numa sequência de fortalecimento econômico, e já entrou no poder com uma economia fortalecida e em crescimento, sendo o país naquela ocasião a sétima economia do mundo. Segundo as fontes, a melhora já começou com Fernando Collor de Melo, passando por Itamar Franco e depois por Fernando Henrique Cardoso (FHC). Este último, antes, foi ministro da fazenda de Itamar e chefe do Plano Real, tendo sido, por isso, eleito presidente posteriormente.


De acordo com o Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), os quatro governos foram responsáveis pela melhoria de vida da população em geral, incluindo os mais pobres. Mas isso devido à melhora gradual histórica da economia.


Já segundo o Instituto de Pesquisa econômica Aplicada (IPEA) a redução da pobreza no Brasil começou a ocorrer em 1992, no surgimento do Plano Real, marco para a vitória sobre a inflação, e foi avançando ano a ano. Inclusive, o grande mérito é do ex-presidente Itamar Franco, pois foi no governo Itamar que ocorreu a razão do milagre econômico brasileiro: a criação do Plano Real.


O controle da inflação, aliado a outras medidas, foi o responsável pelo crescimento do país e uma melhor qualidade de vida da população. Por isso, para se voltar à prosperidade, o próximo presidente precisa de uma equipe econômica com verdadeiros craques, independentemente de lado político, porque essa é a Copa que mais nos interessa.






 
 
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