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Os Bairros Mais Caros do País

Os Metros Quadrados Mais Caros da Cidade.
Botafogo, Humaitá e Urca estão entre os 15 bairros mais caros da cidade.

No Humaitá há verdadeiras mansões, a Urca possui casas que custam mais de R$ 3 milhões e em Botafogo há imóveis com valorização de mais de 200% em apenas 10 anos. Tudo isso é apenas uma demonstração de como essa região da Zona Sul é valorizada. E tudo isso em uma região que sempre foi sinônimo de morar bem.
Em uma média geral, os imóveis brasileiros ficaram mais caros em comparação a outros países, principalmente devido à valorização de cidades como o Rio de Janeiro, que possui quatro dos cinco mais caros metros quadrados do país.

Cenário Mundial:

Analisando em termos mundiais, nos últimos 16 meses os imóveis brasileiros tiveram o segundo maior crescimento de preço, perdendo somente para a Índia. Com esse crescimento, o país alcançou o estágio de mais caro da América Latina, mas ainda perde para outros emergentes, como a China e a Índia, por exemplo. E de acordo com os especialistas, vai ser difícil superá-los, pois houve uma considerável desaceleração dos valores, até no Rio de Janeiro, onde tem ocorrido os maiores aumentos. Isso provavelmente acontece porque, apesar do aumento do crédito e das facilidades oferecidas pelo Governo, houve uma queda no ritmo das vendas e um consequente aumento de estoque. Mas parece que essa análise não tem correspondido na Zona Sul carioca, pois de acordo com as corretoras de imóveis cada prédio erguido em Botafogo, por exemplo, tem compradores antes mesmo do lançamento ao público. Isso porque há uma fila de compradores procurando por imóveis em uma região que pouco tem espaço para novas construções. A expectativa, no entanto, é que as vendas voltem a ampliar, pois a época passou a ser novamente positiva devido à redução dos juros.



O Juro:

Falando em juro, ele é um dos grandes responsáveis pelo aquecimento do mercado imobiliário nos últimos tempos. Isso porque houve uma redução significativa do mesmo ao longo dos anos, permitindo que uma maior quantidade de pessoas pudesse ter condições de pagar o financiamento de um imóvel ou, simplesmente, comprar um imóvel melhor pagando o mesmo que pagaria por uma casa ou apartamento mais simples no passado.
De 2006 a 2012, por exemplo, houve uma redução de quase 5% na taxa, tendo o percentual saído da casa dos 14% para chegar aproximadamente aos 9%. De acordo com uma simulação realizada pela Fipe, um imóvel de R$ 500 mil a ser financiado por 20 anos, por exemplo, em 2006, teria uma prestação de R$ 7572, já em 2012 o valor seria de R$ 5879,00. Significa dizer que comprar um imóvel hoje é quase 25% mais barato do que há seis anos.

A simulação demonstrou também que, em vez de reduzir muito a sua prestação, o comprador hoje poderia optar também por pagar o mesmo valor de financiamento para possuir um bem mais valioso. Ou então, um negócio que mostra a variação com mais realce, que seria uma redução da prestação, mas não tão grande, para R$ 7 mil reais, para ainda assim adquirir um imóvel mais caro, de cerca de R$ 600 mil.

Cenário Nacional:

No cenário nacional, o Rio de Janeiro está valorizadíssimo e isso se deve também ao fato de que a cidade é a quarta no crescimento desse quesito no período acima citado. Maior crescimento do que a Cidade Maravilhosa tiveram Recife, Santos e Osasco.

O resultado é ainda mais interessante ao se observar que as três primeiras colocadas em crescimento de valor possuem maior espaço e possibilidades de expansão, já o Rio de Janeiro é uma metrópole há muitos anos, tendo sido inclusive capital federal.

As cidades que possuem o metro quadrado mais caro do Brasil hoje são o Distrito federal, São Paulo e o Rio de Janeiro, seguidos de Belo Horizonte, Recife e surpreendentemente Niterói.

Outra espantosa informação que coloca o Rio de Janeiro no auge da valorização diz respeito aos bairros. Dos cinco mais caros do Brasil, nada menos do que quatro estão no Rio de Janeiro. Leblon vem em primeiro, seguido por Ipanema, Jurerê Internacional, em Santa Catarina, Lagoa e Gávea, estes últimos coladinhos no Humaitá, que é quase um prolongamento de Botafogo, que por sua vez é um seguimento da Urca. O que demonstra o quão valorizado está essa zona da cidade e que explica por que recentemente os preços em Botafogo explodiram.

Hoje para se adquirir um imóvel na planta em Botafogo é necessário entrar em uma fila de espera. Assim, poucos imóveis no bairro necessitam de divulgação para venda, geralmente os negócios são fechados antes mesmo do lançamento, pois os corretores procuram pelos interessados que constam em uma listagem.


O Valor dos Bairros Cariocas:

De acordo com a pesquisa, dos 16 bairros mais caros do Rio de Janeiro, 15 estão na Zona Sul da cidade. O bairro que não faz parte desse grupo é a Barra da Tijuca, mesmo assim, aparece em último, empatado com a Glória, estando o valor do metro quadrado na média de R$ 7.500,00.

Acima desse patamar estão empatados quatro bairros supervalorizados: Catete, Flamengo, Laranjeiras e um dos campeões em valorização nos últimos anos, Botafogo, que possuem o metro quadrado à volta de R$ 9.250,00. Isso significa dizer que na média, um imóvel com 100 metros quadrados custaria R$ 925 mil, sendo que existem bem mais caros dependendo da localização, pois em um mesmo bairro pode haver grande variação. Um exemplo é que um imóvel em uma rua tranquila e arborizada como a Guilhermina Guinle vale bem mais do que um imóvel próximo a um morro, por exemplo.

Custando cerca de R$ 11 mil o metro quadrado estão Humaitá, Leme, São Conrado, Urca e a campeã da variação de preços Copacabana, que possui prédios situados em morros, assim como residenciais de frente para a mais conhecida praia do mundo.

Gávea, Jardim Botânico e Lagoa estão empatados na segunda colocação do ranking da valorização carioca, com a média dos valores do metro quadrado na faixa de R$ 13.500,00. E em primeiríssimo lugar Ipanema e Leblon, os bairros mais caros do Brasil, com uma média de R$ 17 mil o metro quadrado.

 

 

 


 

 
 
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