Jornal Com Distribuição Mensal nas Zonas Norte (Tijuca - Vila Isabel - Grajaú - Andaraí) e Sul (Botafogo - Urca - Humaitá) do Rio de Janeiro
 
 
 home / página incial
 siga o correio carioca no twitter
 correio carioca no facebook
 
O Último Acorde de Ed Lincon

Faleceu no dia 16 do mês passado Ed Lincoln, o “Rei dos bailes” dos anos 60 e 70. À frente de seu conjunto, com seu órgão “Hammond” e seu toque inconfundível, Lincoln atraía multidões para dançar.

Cearense radicado no Rio, começou muito novo tocando contrabaixo. Passou para o piano, na extinta boate Drink, em Copacabana, e em razão de um impedimento ocasional do titular do conjunto, o organista Djalma Ferreira, passou a substituí-lo adotando, finalmente, o órgão, como instrumento definitivo por ser mais completo e com mais recursos sonoros. De lá para cá sua trajetória ficou marcada pela infinidade de bailes que animou em clubes, boates, festas de formatura, além de apresentações em emissoras de rádio e TV. Foi logo contratado pela Musidisc, gravadora onde lançou vários discos, inclusive com diversos pseudônimos, chegando a ser seu diretor artístico. Posteriormente criou o selo Savoya, e passou a trabalhar em seu estúdio próprio, situado do bairro da Lapa, onde gravava suas interpretações e também para terceiros. Compositor e arranjador, além de possuidor de grande sensibilidade artística produziu, nesta fase, além de novos LPs e CDs, inúmeras trilhas sonoras bem como grande quantidade de jingles.

Depois de sofrer grave acidente em que teve limitados seus movimentos, que se agravaram com outros sérios problemas de saúde, recolheu-se em sua residência na cidade de Teresópolis onde, ainda assim, utilizava-se da informática para fazer música.
Os fãs, agora, poderão matar a saudade do som de Ed Lincoln. Isto porque foi lançada no mercado uma caixa com 6 CDs, onde se revive o “sambalanço”. Para os novos, essas gravações mostrarão seu estilo e seu talento.

O falecimento de Lincoln constitui-se em grande perda para o meio musical e para os fãs.  Infelizmente agora não mais será ouvido seu instrumento ao vivo. Resta apenas a lembrança. O último baile acabou. Ouviu-se o último acorde.





     

 
 
« veja matérias sobre o Rio de Janeiro, Esportes, Turismo, Saúde entre outros temas.
 
 
 
 
© Correio Carioca   -   Expediente   -   Política de Privacidade   -   Anuncie   -  Fale Conosco  
" />