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Museu do Açude no Alto da Boa Vista

Patrimônio histórico, localizado na Floresta da Tijuca, está recebendo obras de conservação para reabertura ao público. Acervo possui preciosidades artísticas que pertenceram a Castro Maya, personalidade importante do século passado.

No Alto da Boa Vista, em um dos lugares mais belos do Rio de Janeiro, encravado entre as montanhas e a exuberância do verde da Floresta da Tijuca está localizado o Museu do Açude.

O local pertenceu ao industrial Raymundo Ottoni de Castro Maya que, nos anos 1920, organizou grande reforma no imóvel. Porém, o casarão foi adquirido por seu pai em 1913. Castro Maya foi importante figura nos setores industrial e comercial do século passado, porém se destacou como grande colecionador de arte, obtendo grande acervo. Dentre muitos outros objetos, foram colocados azulejos europeus, provenientes de Portugal, França, Espanha e Alemanha, que formaram belíssimos painéis.

O belo conjunto arquitetônico abriga obras de muitos artistas plásticos, inclusive nas proximidades da centenária piscina e nos suntuosos jardins do casarão.

As esculturas existentes no museu também foram trazidas por seu proprietário, destacando-se as raras peças de cristais francesas, as louças da cidade do Porto e as esculturas chinesas, indianas e indochinesas, que fazem parte de uma grande coleção de arte oriental. Compõem também a coleção raras peças em porcelana, provenientes de vários países, bem como rica prataria estrangeira e nacional e cristas de origem francesa. Os móveis que guarnecem o museu têm origem portuguesa e brasileira, com refinado acabamento.

Todo conjunto do museu, com seus jardins e edificações, possui uma área aproximada de 150.000 metros quadrados em meio à Floresta da Tijuca. Da propriedade é possível, inclusive, avistar a Pedra da Gávea.

O museu está fechado para obras de conservação e a sua reabertura à visitação pública ocorrerá no dia 20 de maio, segundo informações da coordenadoria de comunicação social do museu. Porém, mesmo antes dessa data a visitação aos jardins e à piscina está permitida. Há área própria para estacionamento no local.

A partir de 1999 foi criado pelo curador Marcio Doctors, o Espaço de instalações permanentes do Museu do Açude para exposição de obras de renomados artistas, dentre eles: José Rezende, Eduardo Coimbra, Iole de Freitas e Nuno Ramos.
Em razão de sua beleza e magnificência o Museu do Açude teve sua parte externa utilizada para as gravações da novela “Roque Santeiro”, representando a mansão da extravagante personagem “Viúva Porcina”. Iguais destaques nas filmagens foram dados aos jardins e à piscina onde frequentemente a atriz aparecia nadando.

O empreendedor Castro Maya possuía outra residência, em Santa Teresa. No local funciona o museu da Chácara do Céu. Ambos, o da Zona Sul e o do Alto da Boa Vista, compõem o conjunto de museus que levam o nome do industrial e pertencem ao Instituto Brasileiro de Museus.

O museu do Açude está localizado na Estrada do Açude, 764, Alto da Boa Vista. O telefone, para maiores informações, é 3433-4990 e o e-mail é acude@museuscastromaya.com.br.


Quem foi Castro Maya

Castro Maya foi um empreendedor. Filho do engenheiro Raymundo de Castro Maya, imporante figura do final período imperial brasileiro e de Thedozia Ottoni nasceu em Paris, no ano de 1894 e faleceu no Rio de Janeiro em 1968. Por ter nascido na capital francesa Castro Maya retornou à Europa diversas vezes, tendo uma relação mais estreita com a cultura do Velho Continente, em especial com a da França.

Bacharel em direito, com fina educação e vasta cultura foi também industrial bem sucedido no ramo de produção de óleos vegetais para uso doméstico e industrial, e comerciante de sucesso como atacadista de tecidos. Seu produto mais popular era a gordura de coco Carioca. Além de suas atividades profissionais, Castro Maya destacou-se como colecionador, esportista, fundador de sociedades culturais e até mesmo como pioneiro na preocupação ecológica, além de grande colecionador de obras de artes, estando uma parte deste acervo no Museu do Açude.
 
Nos anos 1940 ocupou cargo para coordenar os trabalhos de remodelação da Floresta da Tijuca. Em pouco tempo sua administração no parque conseguiu atrair cerca de cinco mil visitantes por fim de semana.

 


 

 
 
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