Jornal Com Distribuição Mensal nas Zonas Norte (Tijuca - Vila Isabel - Grajaú - Andaraí) e Sul (Botafogo - Urca - Humaitá) do Rio de Janeiro
 
 
 home / página incial
 siga o correio carioca no twitter
 correio carioca no facebook
 
Mestres do Humorismo

Nos antigos programas humorísticos de rádio, muitos artistas despontaram para o sucesso
com seus inúmeros personagens e muito talento.

É com muita saudade que a gente se recorda do humor sadio dos antigos programas apresentados pelas emissoras de rádio de antigamente. A maioria daqueles humoristas deixou gravada em nossas memórias, com certeza, a lembrança de suas vozes e de seus velhos bordões.

Os programas humorísticos das Rádios Mayrink Veiga, Tupi e Nacional, nos idos da décadas de 40, 50 e até 60,  com seus mestres do humor continuam na memória dos mais antigos, que se recordam daquela época com alegria.Depois do jantar, e das novelas radiofônicas, também muito concorridas em audiência, as noites eram preenchidas pelo entretenimento dos programas cômicos. As famílias se reuniam diante dos aparelhos de rádio, procurando sintonizar as emissoras para se divertirem com as figuras engraçadas de “A Cidade se Diverte”, com os moradores do “Edifício Balança mais cai”, com as engraçadíssimas “Piadas do Manduca”, sem esquecer dos programas “Levertimentos”, e “Vai da Valsa”., com os personagens  da “Turma da Maré Mansa” e tantos outros programas que faziam rir crianças, jovens e adultos.  

Inesquecíveis os comediantes Lauro Borges e Castro Barbosa,  que transmitiam de sua hipotética rádio “PRK30”, um programa  com suas vozes personificando tipos que marcaram época, como a de “Megatério Nababo do Alicerce” e a de “Otelo Trigueiro”.  Inúmeros outros grandes comediantes merecem destaque na trajetória da arte de fazer rir. como Matinhos, Zé Trindade, Antonio Carlos, que apregoava seu “queijinho de Minas do melhor que há”, Ema D Ávila, Brandão Filho, o “Primo Pobre” que contracenava com Paulo Gracindo “O Primo rico”, Walter DÁvila, Rony Cócegas, Zezé Macedo, Tutuca, com sua famosa expressão “Como é boa essa secretária...” Orlando Drumond e Chico Anísio, estes, também muito versáteis representando inúmeros personagens. O radio levava aos ouvintes a fantasia em seus quadros humorísticos.

Os rádio atores vivenciavam seus personagens de modo que o ouvinte participava do programa como se estivesse vendo os artistas naquelas situações. Esses humoristas eram verdadeiros mestres do humor que faziam rir à distância, de dentro de estúdios, sem sua presença física vista pelos ouvintes que estavam em casa. Infelizmente esse tipo de humor acabou, mas para aqueles que tiveram a felicidade de viver esses momentos ficou a lembrança de seus grandes mestres com sua obra.

 


 
 
« veja matérias sobre o Rio de Janeiro, Esportes, Turismo, Saúde entre outros temas.
 
 
 
 
© Correio Carioca   -   Expediente   -   Política de Privacidade   -   Anuncie   -  Fale Conosco