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Investimento: POUPANÇA NÃO É INVESTIMENTO

Especialistas explicam por que aplicar na poupança é perder dinheiro.

Por Fernando de Andrade


Todos nós ouvimos desde criança a dica de que guardar dinheiro é fundamental, e isso não mudou. Ainda mais agora, quando os olhos do país estão voltados para o grave problema com o INSS, tão discutido recentemente em Brasília. Mas será que estamos guardando esse dinheiro no lugar certo?
Poupar não é sinônimo de caderneta de poupança. O dinheiro que você guarda pode, aliás, segundos especialistas, deve ser aplicado em outras modalidades de investimento tão seguras quanto a poupança, mas que lhe dão um rendimento bem maior.


“Bem maior quanto?”, pode perguntar o leitor. Bem maior como o dobro, por exemplo.


Na verdade a poupança praticamente evita que o seu dinheiro desvalorize, mas ele não está aumentando realmente, não está valorizando, apenas está sendo reajustado. Por isso boa parte dos especialistas econômicos nem considera a caderneta um investimento e, por isso, não a recomendam.


SEGURANÇA


Aplicar em poupança ocorre por segurança, isenção do imposto de renda (IR) e desconhecimento de outra aplicação. Mas só não há IR, porque praticamente não há valorização real, somente reajuste. Quanto à sua segurança, é discutível: os governos Sarney e Collor já a confiscaram. E boa parte dos títulos de renda fixa tem a mesma segurança, que é a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que paga até R$ 250 mil do que estiver na sua conta em caso de quebra do banco. Tais títulos variam de acordo com índices seguros como a taxa Selic (taxa de juros do Governo, pouco alterada) e o Ipca (inflação, que tem se mantido estável por anos). E são bem mais rentáveis.


TÍTULOS DE RENDA FIXA


Alguns são descontados pelo IR, mas ainda assim têm rentabilidade final bem maior que a caderneta. Escolhe-se um banco e compra-se os títulos diretamente ou aplica-se em fundos de investimento, que são a união de capital de vários investidores para fazer a compra. O CDB é um exemplo e trata-se de um empréstimo que o investidor faz ao banco em troca de devolução com juros. Há as letras de câmbio (LC), que nada tem a ver com moedas, e dois investimentos isentos de IR: Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), além de outros. Todos com a proteção do FGC.


TESOURO DIRETO (TD)


É um título do governo e não de bancos, mas funciona igualmente. O investidor empresta para receber mais tarde o valor corrigido e acrescido de juros. O TD não tem a garantia do FGC, mas especialistas afirmam que a segurança é proporcional. Por mais desconfiável que seja nosso governo, o calote de uma nação de seus títulos públicos, comprados por investidores de todo o mundo, significaria que o país quebrou, e aí nenhuma aplicação, incluindo a poupança, estariam seguras.


CURIOSIDADES


O melhor lugar para investir não é nos bancos tradicionais, como Bradesco, Itaú, etc, que cobram altas taxas e só vendem seus títulos, nem sempre boas opções. Já os bancos de investimento são como corretoras, às vezes nem cobram taxas, e tem mais ofertas. Ganham dinheiro de quem vende o título e não do investidor (você), que lucra mais. Ilusão também são as previdências privadas dos grandes bancos. A rentabilidade é menor, são bastante taxadas e quem ganha dinheiro são os bancos.


INVESTIMENTOS MAIS ARRISCADOS


Há opções para perfis mais arrojados, como os fundos de ações, que podem render muito além, mas exige experiência. Meio termo é o perfil moderado, como os fundos multimercado. Um gestor aplica por você em títulos de renda fixa, mais seguros, e de renda variável, que oscilam, ao mesmo tempo. A ambos, é fundamental uma boa corretora ou banco de investimento para gerir . Bons negócios!










 
 
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