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Hora do Cafezinho

Quando Francisco de Melo Palheta recebeu de Madame d’Orvilliers, esposa do Governador da Guiana Francesa, um punhado de  sementes e cinco mudas de café, nos idos do século XVIII, talvez não imaginasse que o cultivo dessa planta faria do Brasil um dos maiores, senão o maior produtor e exportador de café do mundo.

Hoje, quantas pessoas, que têm o hábito de tomar um cafezinho, seja em casa, num bar, na pausa do trabalho no escritório, após uma refeição ou mesmo socialmente em visita a alguém, desconhecem a figura histórica de Palheta, precursor do cultivo do café no país, que chegou a possuir um cultivo de mais de 1.000 pés da planta em suas terras no estado do Pará, fato marcante, aliás, muito representativo para a economia nacional.
É interessante relembrar que a cultura do café despertou grande interesse dos proprietários de terras, daí a existência, outrora, na cidade do Rio de Janeiro, de importantes plantações cafeeiras em chácaras localizadas na Tijuca, no Andaraí, no Grajaú e em Jacarepaguá.

Para atender ao crescente mercado consumidor muitas indústrias de torrefação de café se instalaram nesta cidade, Estas fábricas, muitas das quais já com suas atividades encerradas, têm suas marcas lembradas, graças à qualidade de seu produto e à publicidade que faziam buscando popularidade entre seus consumidores. Ficaram na lembrança marcas famosas como a do café “Cruzeiro Extra” que apregoava ser “gostoso até sem açúcar”. Muito conhecido também era o “Café Paulista”, produzido em  enorme fábrica localizada na rua Visconde de Niterói, cujo prédio que a abrigou ainda continua erguido. O Café “Adonis”, também disputando o mercado perguntava em sua música publicitária: “Adonis é ou não é o melhor café ?” Continuam também na memória o “Café Predileto”, o “Café Paulicéia”, dentre outros tantos de ótimo padrão e grande procura popular. De saudosa lembrança é o jingle do Café Moinho de Ouro que pelo rádio procurava mostrar sua tradição informando que “já no tempo dos barões era servido nos salões” o café de sua marca.

Muitas dessas marcas tradicionais continuam no mercado, mantendo-se vivas na lembrança dos consumidores como é caso do café “Capital”, com seu apelo animado e sugestivo: “Bom mesmo é café Capital, tomou um, tomou dois, tomou três”,... é bom ! O Café Globo, que informa ser “bom até a última gota” ainda ostenta num imponente prédio de arquitetura antiga, no bairro de Santo Cristo, um enorme relógio com o logotipo de sua tradicional marca. Sua propaganda pelo rádio apresentava um divertido “jingle”que dizia: “Na cabana da velhinha o seu lobo entrou e a velhinha não se apavorou. Rapidamente, ela preparou um gostoso cafezinho Globo. E o “seu” lobo, que não é bobo, ao invés de a vovozinha devorar, um gostoso cafezinho Globo, preferiu saborear.”

Hoje muitas outras ótimas marcas de café suprem as prateleiras dos supermercados apresentando qualidade, a fim de atender o sempre exigente paladar de seus consumidores. É o que se vê quando da escolha da marca do produto a ser adquirido, sempre com embalagens modernas e bonitas, o que sempre dificulta a escolha.

 

 
 
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