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HISTÓRIA: QUE ORGULHO DO GRAJAÚ!


 

Arborizado e residencial, o agradável bairro é um dos únicos da cidade que foi planejado.


O nome Grajaú vem de uma derivação do termo tupi karaîá’y, que significa “Rio dos Carajás”. O nome foi dado em homenagem à cidade maranhense de Grajaú, terra natal do engenheiro Richard, que projetou e construiu o bairro. Inclusive, a principal via do bairro, dividida ao meio por um canteiro com árvores de tamarindo, chama-se Avenida Engenheiro Richard, uma homenagem a esse fundador, que era um banqueiro, industrial e um dos homens mais influentes das primeiras décadas do século XX.


Tradicional e extremamente arborizado, a região que é basicamente residencial e de classe média, é bastante cobiçada para a moradia. Fica na Grande Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, e seus bairros vizinhos são a Tijuca, Vila Isabel, Andaraí, Engenho Novo, Lins de Vasconcelos, além de fazer limite, através da Serra da Carioca, com o bairro de Jacarepaguá.


O BAIRRO


Embora seja essencialmente residencial, o Grajaú, dispõe de comércio, tendo também várias boas escolas, dentre as quais destaca-se uma instituição católica, o Colégio da Companhia de Maria.


O centro do Grajaú fica no Largo do Verdun, onde se encontram as principais casas comerciais do bairro, e na Praça Edmundo Rego, onde está situada a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com características bizantinas, existindo ali também um pequeno comércio local.


Quanto ao lazer, este é um ponto alto do bairro, que possui três ótimos clubes, que são o Grajaú Country Club, o Grajaú Tênis Clube e a Associação Atlética Light. Além deles, o bairro sedia o belíssimo Parque Estadual do Grajaú e possui uma boa vida noturna e gastronômica, com diversos bares e restaurantes de qualidade.


A principal via do Grajaú é a Avenida Engenheiro Richard, como citado anteriormente, foi uma homenagem ao fundador do bairro, Antônio Eugênio Richard Júnior, figura influente em sua época.


Nessa avenida que é dividida ao meio por um canteiro com árvores de tamarindo, encontra-se também a atual sede do Grajaú Tênis Clube.


O bairro fica localizado entre algumas vias importantes como a Rua Barão de Mesquita, a autoestrada Grajaú-Jacarepaguá e a Rua Barão do Bom Retiro, que vai até o Méier.


O PARQUE


O Parque Estadual do Grajaú possui 55 hectares e foi criado em 1978 como uma reserva ambiental que, no final de 2002, foi enquadrado na categoria de parque.


Ele serve como ótimo lugar para passar o fim de semana com a família, praticar alpinismo e manter o contato com a natureza, já que abriga diversas espécies de fauna e flora. O parque faz parte da Floresta da Tijuca e separa o Grajaú da Baixada de Jacarepaguá.


GASTRONOMIA


Os bares do Grajaú, à noite, ficam lotados e seus chopes e bate-papos invadem as madrugadas. Durante o dia, a maioria serve ótimas opções de almoço. Dentre os diversos bares e restaurantes, destacam-se o Buteco Dus Deuses, Bar do Adão, Restaurante Dom Manuel, Bar Enchendo Linguiça, Bar da Eva, Planalto do Chopp, Fast Chicken, Esconderijo Bar e Botequim Gato Preto.


HISTÓRIA


O Grajaú pertencia a uma grande sesmaria doada aos padres jesuítas no século XVI e que foi destinada para o cultivo de cana-de-açúcar com mão de obra escrava, sendo toda a região conhecida como Andaraí Grande. No final do século XIX, o termo Andaraí Grande foi abolido, dando origem aos bairros de Vila Isabel (1873), Aldeia Campista e Grajaú (1912).
A primeira rua aberta no bairro foi a Estrada do Andarahy, em 1875, hoje Rua Barão de Mesquita. Ele foi edificado sobre o Vale dos Elefantes, ao sopé do Maciço da Tijuca, próximo ao Pico do Papagaio. Nessa época, foram promovidos loteamentos no Rio de Janeiro. Assim, fazendas de café foram incorporadas à malha urbana.


Mas foi somente na década de 1920 que se desenvolveu o atual desenho do bairro. Então, começou a ser atendido por uma linha de bondes elétricos que, mais tarde, na segunda metade do século XX, veio a ser extinta, mantendo-se apenas os ônibus. Além do nome Grajaú, vários logradouros do bairro têm nome de cidades e rios maranhenses, como as ruas Gurupi, Mearim e Itabaiana, enquanto que outras vias homenageiam lugares de Minas Gerais: rua Uberaba, Araxá e Juiz de Fora, visto que houve engenheiros mineiros que trabalharam na sua expansão. Em 1918, o construtor italiano Francisco Tricarico construiu a Capela de Nossa Senhora da Imaculada Conceição no quintal da casa, centro da vida comunitária. Mas, com a construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em 1931, a capela só passou a ser aberta ao público no dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição.


MUDANÇAS


Na segunda metade do século XX, a especulação imobiliária aumentou a população do bairro com novos condomínios que modificaram sua paisagem e estrutura, sobretudo no que diz respeito ao esgoto sanitário, projetado para suportar uma utilização bem menor. Já as suas ruas, que antes eram de paralelepípedos, foram asfaltadas.
O crescimento populacional e desordenado criou habitações irregulares nos morros, as favelas, inclusive à volta do Grajaú. Mais recentemente, a Praça Edmundo Rego foi reformada, o que, juntamente com as obras no Largo do Verdum, dentre outras melhorias, valorizaram ainda mais a região.


Melhoria recente foram as rotatórias nas suas arborizadas ruas, diminuindo a velocidade dos veículos nos cruzamentos.
Enfim, o Grajaú é um bairro que orgulha seus moradores. Possui uma bela história, lazer à vontade e bastante verde.







 
 
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