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GASTRONOMIA - OBESIDADE, UM PROBLEMA DE TODOS

Mais da metade dos adultos no Brasil está acima do peso, e cerca de 20% são obesos. Temos hoje duas vezes mais mulheres obesas e quase cinco vezes mais homens obesos do que há três ou quatro décadas.


Por muito tempo se acreditou que o excesso de peso era um problema individual, a ponto de as pessoas com sobrepeso sofrerem bullying e preconceito. Tais pessoas eram vistas como sem força de vontade para resistir à gula e ainda como preguiçosas, sem disposição para a prática de atividades físicas. Seriam elas próprias, portanto, as únicas responsáveis por sua condição.


Hoje, sabemos que essa ideia é errada. A crescente epidemia de obesidade decorre de mudanças na sociedade e nos hábitos alimentares da população. A partir dos anos 70, o consumidor brasileiro passou a diminuir as compras de alimentos frescos (frutas, verduras, cereais, carnes, leite) e a adquirir mais produtos como refrigerantes, bolos, congelados, carnes processadas. A praticidade dos alimentos industrializados cobra um preço alto: eles têm níveis elevados de sódio, gorduras e açúcares – seja para “conquistar” o paladar do cliente, seja para fins de conservação e aumento da vida de prateleira do produto. Com baixo valor nutricional, esses itens estão comprovadamente associados ao excesso de peso – que, por sua vez, é fator de risco para diabetes, doenças do coração e alguns tipos de câncer.


O Estado detém um papel fundamental no controle da obesidade, pois precisa resistir à pressão de grupos econômicos e adotar medidas como: impostos sobre alimentos não saudáveis, promover hábitos saudáveis nas escolas, proibir a publicidade de alimentos industrializados dirigida ao público infantil (e evitar o desenvolvimento de hábitos não saudáveis nas crianças, já que a criança obesa tende a permanecer obesa por toda a vida).


Outra medida eficaz é simplificar aleitura dos rótulos dos alimentos, para que o consumidor saiba o que está comprando. Asinformações atuais são incompletas, confusas e até enganosas. Existeum movimento mundial no sentido de sinalizar e advertir o comprador, evitando termos técnicos ou cálculos complexos e garantindo assim que o consumidor compreenda as informações e possa escolher alimentos mais saudáveis.


Nádia Lamas
http://vieirasetrufas.blogspot.com.br/






 
 
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