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Futebol

Um Esporte Imprevisível

No princípio do Campeonato Brasileiro os críticos garantiam alguns clubes como favoritos ao título e outros ao descenso. Entre os times com maiores chances de ser campeão estavam Internacional, com seus vultosos R$ 8 milhões e meio de folha salarial mensal dos jogadores, o Corinthians, atual Campeão da Libertadores e o Santos, time do maior craque do país atualmente, Neymar. Nenhum destes brigam mais pela taça. O Atlético Mineiro, por exemplo, que até a data em que se escreve esta coluna brigava seriamente contra o Fluminense pelo campeonato, então, sequer foi cogitado.

Já na parte debaixo da tabela, os prováveis candidatos, de acordo com a mídia, eram Náutico, Portuguesa, dentre outros com menor expressão, que hoje ocupam a faixa intermediária, mas jamais Palmeiras e Flamengo, que passaram boa parte do campeonato inteiro fazendo contas para não caírem. Mas por que é tão difícil apontar favoritos?

O futebol é um dos esportes em que a chance do mais fraco vencer o mais forte é das maiores. O Barcelona, por exemplo, o disparadamente melhor do mundo atualmente, na Liga dos Campeões da Europa e no Campeonato Nacional, as competições mais importantes para os europeus, perdeu as duas competições para Chelsea e Real Madrid, respectivamente. Raramente aparece um time tão superior aos adversários e quando isso ocorre essa poderosa equipe é derrotada. Incrível!

Mas outros fatores bem brasileiros ajudam a imprevisibilidade. A falta de planejamento e a ganância de dirigentes transformam grandes equipes do início de uma competição em frágeis, na venda dos melhores jogadores na metade de um campeonato, como aconteceu com o Vasco da Gama, apontado por críticos como candidato ao título no início. Talvez até o Barcelona sentisse falta de quatro de seus principais jogadores. O futebol pelo mundo é imprevisível, mas no “país do futebol”, a organização ajuda bastante.


Os Erros dos Cariocas

O Vasco da Gama brigava pelo título até a metade do campeonato, mas se despediu do objetivo ao entrar em liquidação e vender nada menos do que quatro jogadores com passagens pela seleção, sem repor à altura. Já o Botafogo fez uma das maiores contratações dos últimos tempos, trazendo o holandês e craque do meio-campo Seedorf para jogar um Campeonato Brasileiro, o que parecia inimaginável. No entanto, o clube esqueceu que uma só andorinha não faz verão e não contratou atacantes, assim como não reforçou o banco de reservas, erro primário para quem busca ficar entre os primeiros em uma competição longa. O Flamengo reforçou o time somente na metade do Campeonato, e mesmo assim porque corria risco de rebaixamento. Parece que seus dirigentes não queriam ser campeões. Dos cariocas, se salvou o Fluminense. Campeão Carioca, o clube se reforçou mais, não vendeu jogadores importantes e ficou ainda mais forte.

Falta profissionalismo a todos os clubes cariocas. Até mesmo ao forte Fluminense, que hoje é muito forte em função de um único patrocinador que banca seu time. Até mesmo ao Botafogo, que parece ser o mais est6ruturado do Rio. Os cariocas possuem uma marca forte, ainda pouco explorada em relação ao potencial de cada um, e o pouco que é feito é realizado por iniciativa externa, porque a grande maioria dos cargos de direção não são operados por profissionais.

 

 

 

 
 
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