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Antigos Cinemas da Praça Sans Peña

A Praça Saens Peña, no coração da Tijuca, já foi o “point” da juventude nas décadas de 1940 e 1950. Naquela época, nos fins de semana e feriados, frequentavam a Praça grande número de jovens e famílias que faziam daquele lugar ponto de encontro para ver um filme num dos inúmeros cinemas.

Um bate-papo descontraído nos bancos que ficavam à beira do lago, tomar um “sundae” no “Palheta” ou na “Confeitaria Tijuca”, eram rituais de quem ia ao local.


Praça Sans Peña possui muitos cinemas de rua


Hoje, dos inúmeros cinemas de antigamente da Saens Peña, nada mais resta a não ser a lembrança das matinês de domingo do cinema Metro, onde eram exibidas em sessões concorridas dos desenhos animados da dupla Tom e Jerry, ou ainda os lançamentos das chanchadas da Atlântida Cinematográfica, onde participavam invariavelmente os astros da época Oscarito e Grande Otelo. Filas intermináveis se formavam na expectativa de comprar um ingresso. O cinema Carioca, de grande luxo, com decoração externa elaborada em granito e internamente ornamentado com grandes espelhos e grossos tapetes, na esquina da Rua Major Ávila, transformou-se e hoje é um templo religioso. O América, bem mais modesto, outrora localizado na esquina em frente ao Carioca, deu lugar a uma drogaria. O pomposo cinema Olinda, que chegou a possuir cerca de 3.500 lugares, ostentando dois gigantescos letreiros publicitários na fachada, no outro lado da Praça, foi demolido para em seu lugar ser construído o Shopping 45. O Metro, não menos luxuoso que o Carioca, pertencente à empresa norte-americana MGM, com seu apregoado “ar condicionado perfeito”, abriga hoje uma grande loja de departamentos. Na mesma calçada dos cinemas Metro e Carioca funcionava o Tijuquinha, um cinema bem mais modesto, sem ar condicionado, com assentos de madeira sem estofamento, oferecendo ingressos com preços bem mais baratos, caracterizava-se pela exibição de filmes antigos e do gênero bang bang. Hoje, em seu lugar está construído um moderno edifício comercial.

O cinema Santo Afonso, na Rua Barão de Mesquita, embora a poucos metros do centro da Praça Saens Peña, também sem nenhum luxo, compunha com os demais o conjunto de salas exibidoras, constituindo-se em mais uma opção para os que procuravam entretenimento. A galeria Eskye, ainda existente nas proximidades da Rua Pinto de Figueiredo, abriga a lembrança do “moderno” cinema que tinha esse mesmo nome. Hoje, no local, outra grande loja de produtos variados nada lembra os saudosos tempos de seu apogeu. Ainda há que se falar do Art Palácio e do Britânia. O primeiro, próximo à galeria Eskye, e o último na Rua Desembargador Isidro. Mais modernos que os outros, funcionavam em edifícios, mas também contribuíram para fixar a época áurea da “Cinelândia Tijucana”, como era conhecida a Praça Saens Peña.

Resta, para os mais antigos, a lembrança dos cinemas da Saens Peña, de seus filmes, do burburinho das filas e salas de espera, das “bombonieres” onde se comprava balas e chocolates ao invés de pipocas, da expectativa pelos novos lançamentos que aconteciam a cada semana, enfim, do mundo de fantasia e encantamento exibido nas grandes telas. Para os jovens que não tiveram a felicidade de participar dessa época mágica, ficam a narrativa e o saudosismo dos mais antigos que vivenciaram esse período.    

 


 
 
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