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Carros Antigos

Quem possui um veículo antigo bem conservado, em uso e mantendo suas peças originais tem uma verdadeira joia, que retrata a história e o desenvolvimento da fabricação de automóveis no Brasil. Os carros antigos são venerados por muitas pessoas e, inclusive, são expostos em reuniões muito concorridas, que são realizadas periodicamente em vários bairros do Rio de Janeiro.

Dentre os precursores da indústria automobilística nacional vêm-nos logo à memória, de imediato, os “fuscas”, carros fabricados pela Volkswagen, de baixa manutenção, refrigerados a ar, com duas portas e motor traseiro O fusca era o “xodó” de todo automobilista, posto que era pequeno, versátil, e com um modelo diferente dos demais veículos. Era conhecido como “besouro”. A Kombi, que era um veículo mais utilizado para o transporte de cargas, mas que podia transportar até nove passageiros, até hoje fabricado pela Volkswagen, se caracterizava pela robustez e pela grande abertura lateral que possibilitava a entrada de carga ou de passageiros com maior facilidade.


DKW Vemag


Também deixaram muita saudade os carros fabricados pela Vemag, que era a razão social da indústria automobilística Veículos e Máquinas Agrícolas S/A, ou seja, os DKW, nos modelos de quatro portas, camionete e utilitário, (este último com o nome de Candango) de características peculiares, sem cárter, com motor de dois tempos, funcionando com o óleo lubrificante misturado à gasolina e ruído diferente dos demais veículos. Os Vemag, ou melhor, os DKW possuíam um charme especial, principalmente o modelo “Fissore”, mais luxuoso, com linhas mais arrojadas e que veio depois do lançamento dos demais modelos.

A Renault também se fez presente com seus pequenos carros Dauphine e Gordine, simpáticos veículos de quatro portas e muito econômicos. Esses carros, que antecederam o mais potente e veloz modelo 1093 possuíam também o motor situado na parte traseira e o porta bagagem na dianteira. A Willys, fabricante dos utilitários jipe e rural, que era uma camionete robusta, mais alta que os demais veículos, própria para utilização no campo, embora muito utilizada também nas cidades, produzia também o Aero Willys, veículo de passeio, com quatro portas, que possuía uma característica mais social. É de recordar, também, dos Simca Chambord, com seus oito cilindros, de modelo arrojado, com quatro portas, que ganhou depois um irmão, na versão camionete. Os Simca eram carros charmosos, luxuosos, com linhas aerodinâmicas e futuristas. Há que se falar também do Chevrolet Opala, muito resistente, nas versões de duas e quatro portas, além da versão camionete denominada “Caravan” todos fabricados pela General Motors. O Ford Galaxie, com suas quatro portas e amplo porta malas, tão confortável quanto luxuoso, também em razão de seu porte era muito utilizado por executivos. Finalmente os Dodge Dart devem ser lembrados como veículos muito potentes e confortáveis, luxuosos, amplos, com grande porta bagagem e linha sóbria.

Para os saudosistas ainda resta a oportunidade de rever esses veículos em exposições de automóveis antigos, de colecionadores que os mantém muito conservados, como se estivessem saindo da linha de fabricação. Algumas exposições importantes ocorrem periodicamente na Tijuca, em São Cristóvão, em Copacabana e também em Niterói. E ao se rever um carro desses não se deve elogiar seu proprietário pelo seu “carro velho”, pois isso será ofensa. O elogio deve ser pelo seu “carro antigo”, em razão do cuidado e do carinho que esses preservadores da história do automobilismo possuem por essas relíquias.    

 

 


 
 
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