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BAIRROS - MUSEU DA DISCÓRDIA

Empresários, ong e moradores são contrários ao Museu do Holocausto no Morro do Pasmado.

A obra já está em andamento e parece que a cada novo tijolo, a polêmica também evolui. O Memorial às Vítimas do Holocausto está sendo construído no alto do Parque Yitzhak Rabin, que fica no morro do Pasmado, em Botafogo, onde há o famoso Mirante do Pasmado, de onde se tem uma das vistas mais bonitas da cidade.


Mesmo contra a vontade de muita gente importante, as obras, que estão sendo realizadas pela Associação Cultural Memorial do Holocausto, começaram no dia 25 de fevereiro. De acordo com reportagem de um jornal diário, o memorial terá uma torre de 22 metros, dividida em dez partes, numa simbologia aos mandamentos. E em sua base estará escrito “Não matarás”. A ideia é de que sejam realizadas ali exposições sobre o período da Segunda Guerra Mundial.


Entretanto, apesar da construção do memorial agradar a quase todas as correntes, o que gera a grande divergência é o local da construção.


Já em 2017, quando a prefeitura anunciou que o local seria doado para a Associação Cultural Memorial do Holocausto, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomus), uma ong ligada à Unesco, foi contrária, por que, segundo seus representantes, a obra poria em risco o local, considerado Patrimônio Cultural e Natural na categoria paisagem natural. Recentemente, a ong solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) o embargo da obra, o que até o momento não ocorreu.
Mas não é apenas a ongIcomus que é contrária à construção. Um grupo de importantes empresários e artistas, dos quais se destaca o dançarino Carlinhos de Jesus, não gostou nada do projeto. Eles investiriam em uma área no Morro do Pasmado, já que ganharam uma licitação pública municipal em 2015. Entretanto, o contrato foi cancelado pela atual gestão, alegando que o prazo para ocupação se encerrou. Os empresários até se reuniram com a prefeitura, que garantiu que os projetos eram compatíveis e que seria possível a construção de ambos, mas, no final, resolveu não renovar a licença aos empresários, que se expirou em setembro de 2018.


Paralelo aos dois grupos insatisfeitos está a Associação de Moradores e Amigos de Botafogo (Amab), que inclusive organizou uma manifestação em frente à obra no último dia 16 de março (foto). Nas redes sociais, a associação também movimenta bastantes adeptos contrários à construção, e criou a campanha # No Pasmado Não. A associação deixa claro que não é contra o monumento, mas sim contra a sua localização, já que será necessário descaracterizar o local, reduzir a área verde e interferir na paisagem, segundo relatou um membro do grupo. Por outo lado, os responsáveis pela realização da obra contestam as supostas interferências.


A obra está orçada em cerca de R$ 16 milhões e os realizadores afirmam que os recursos são de origem da iniciativa privada. Já o grupo de empresários, no qual está Carlinhos de Jesus, pretende entrar com uma ação contra o município.





 
 
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