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Antigos Parques de Diversões

Lá se vai bastante tempo em que os parques de diversão existiam em grande quantidade pela cidade e simbolizavam forte atrativo para crianças, adolescentes e até mesmo adultos. Esses parques, itinerantes, geralmente montados em terrenos baldios, onde permaneciam por pequenos períodos de tempo para seguirem para outro local, possuíam brinquedos próprios para os menores, mas os adultos, sob o forte pretexto de levar as crianças para brincar, também se sentiam fascinados pela magia do parque de diversões, quase sempre bem iluminados e com música, também se divertiam bastante.

Além dos borbulhantes refrigerantes, a pipoca, em suas versões doce e salgada, o algodão doce, branco ou colorido, os pirulitos e também a tradicional maçã do amor eram invariavelmente encontrados em barraquinhas para consumo dos frequentadores. O parque de diversões era um eterno mundo de felicidade e encantamento.

Um serviço de auto falantes dava informações variadas e tocava os sucessos musicais da época. As crianças se divertiam muito em carrosséis de cavalinhos que giravam animadamente com música ou, acompanhados pelos responsáveis, na roda gigante iluminada, que era a principal atração visual de todos os parques. O autopista, brinquedo que  se constituía de estilizados automóveis em miniatura movidos a eletricidade, despertava na criançada o desejo de se tornar um piloto de fórmula 1 no futuro. A cada colisão provocada propositadamente por seus intrépidos motoristas, despertava em todos a ansiedade por novas batidas, seu objetivo maior, mas que não machucavam ninguém.

O famoso trem fantasma, que percorria os trilhos sob intensa escuridão, com seus espectros de papelão e madeira que apareciam a cada curva, fazia as pessoas gritarem apavoradas de medo. Em muitos parques, nesse tipo de brinquedo, durante a viagem os passageiros sentiam roçar em suas cabeças diversos objetos estranhos, que nada mais eram do que barbantes pendurados, mas que serviam para apavorar ainda mais as pessoas.  Entretanto, mesmo com  feições faciais de terror e apavoramento, os viajantes do trem fantasma, após o término de cada viagem, quando saltavam da composição, corriam para outra vez ocupar novos lugares e viajar novamente pelo “outro mundo”. Quanta fantasia...

Muitos outros brinquedos também faziam parte desse conjunto de entretenimento e alegria. A montanha russa, por exemplo, responsável pela adrenalina nos passageiros, com descidas vertiginosas e curvas feitas em altíssima velocidade, era um desafio para os mais valentes e fazia o coração de todo mundo disparar.

O brinquedo chamado de bicho da seda, para os mais românticos, era um brinquedo que tinha uma cobertura de lona que girava abrindo e fechando alternadamente ao som de músicas.

Infelizmente esses parques quase desapareceram, sendo raros nos grandes centros urbanos. Para os mais antigos restam a doce lembrança e a saudade daqueles divertidos momentos. Para os mais novos fica a valiosa informação daqueles que tiveram a oportunidade de conhecer esse mundo de alegria e encantamento existente num cenário urbano mais pacífico e feliz. 

 


 
 
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