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Antigas Chanchadas

Oscarito, Grande Otelo, Eliana Macedo, Cyll Farney, José Lewgoy, são apenas alguns nomes dos artistas que nos divertiram e nos fizeram rir através dos filmes que marcaram a época das hilariantes “chanchadas” da Atlântida.

Essa empresa cinematográfica produziu um grande número de longas metragens, marcou uma época do cinema brasileiro e seus filmes atraiam incalculável público que formava intermináveis filas de crianças, jovens e adultos nas portas dos cinemas, para compra de ingressos. Eram filmes ingênuos, muitas vezes com sátiras sutis, com censura livre, onde sempre a mocinha do filme, geralmente vivida pela estrela Eliana Macedo, depois de uma trama romântica “água com açúcar” desenvolvida durante o filme, terminava com o galã, interpretado na maioria das vezes por Cyll Farney.


Atriz de chanchadas Adelaide Chiozzo


Esses filmes que passaram a ser conhecidos por “chanchadas” tinham cenas de lutas, correrias, muita confusão e bastante pancadaria e quase sempre aconteciam em boates, com muita ação, onde infalivelmente o bem vencia o mal. Socos, pontapés, cadeiradas, chaves de braço, dentre outros golpes que divertiam a platéia, eram desferidos por quadrilhas de “bandidos” que procuravam exterminar o galã, que sempre era o herói do filme.

José Lewgoy invariavelmente fazia o papel de mau, do “vilão” da trama. Não faltavam cenas externas apresentando exuberantes cenários naturais, como lindas piscinas, hotéis de luxo e carros conversíveis.

Oscarito e Grande Otelo formavam uma dupla cômica impagável contracenando situações de muito humor, em papéis ingênuos porém revestidos de muita arte. Outros grandes astros também trabalharam nestas produções. Adelaide Chiozzo, com seu acordeon, ora cantando músicas alegres, ora desempenhando com muita graciosidade papel de mocinha, juntamente com Eliana, quase sempre tinha presença garantida, tendo participado de  filmes. 

Esses filmes eram recheados com muitos números musicais, com a participação de cantores da época e suas músicas de sucesso. Linda e Dircinha Batista, Nora Ney, Emilinha Borba, Dóris Monteiro, Jorge Goulart, Jorge Veiga, Ivon Cury eram alguns dos nomes quase sempre presentes, mas tinham lugar cativo nessas produções Ruy Rey e Bené Nunes. O primeiro, à frente de sua orquestra e, o segundo, com especial charme em suas magistrais interpretações ao piano. Catalano, Renato Restier, Wilson Grey, Zezé Macedo, Abel Pêra, Renata Fronzi, dentre tantos outros nomes de sucesso, completavam esse maravilhoso “time” de astros e estrelas que divertiam o público e eram merecedores do aplauso de platéias imensas, sempre ansiosas por novos lançamentos.  

 

 

 
 
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