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Ano Todo Sem Fome

O Natal é a festa máxima da Cristandade. Mesas fartas, brindes, presentes, residências iluminadas, amigos e parentes se congratulando, troca de presentes, e a simpática figura de Papai Noel estampada em vitrines, representando fartura, bondade e amor.

Porém, muitos se esquecem daqueles que passam fome e que não têm condições de presentear seus filhos com um mimo que seja. Campanhas múltiplas são realizadas para minimizar a fome de moradores de rua, daqueles que não têm o que comer no Natal, nem a ventura de possuir uma habitação digna. Essas iniciativas, embora louváveis, são momentâneas sem dúvida. Isto porque não basta somente saciar a fome dos necessitados naquela data festiva. É preciso muito mais, porque a fome é necessidade básica e ocorre diariamente.  

O que é necessário é o esforço dos dirigentes do país e do povo em geral para adoção de medidas definitivas que solucionem o problema da mendicância, da pobreza e dos moradores de rua.

A miséria tem que ser combatida não de forma paliativa, mas sim com a abertura de novas frentes de trabalho para as pessoas viverem com dignidade e sem depender da caridade alheia. Um passo importante para chegarmos a esse patamar, a médio e longo prazos, é o fim do analfabetismo e a elevação do nível cultural de toda gente. Para isso é necessária significativa melhoria no sistema de ensino, proporcionando educação qualificada para todos, a criação de centros culturais e de cursos profissionalizantes. E aí, com o fim do analfabetismo, com a difusão do ensino básico e multiplicadas as frentes de trabalho estará sendo, finalmente, iniciado o caminho para o fim da miséria.

Alimentar os pobres no Natal é gratificante. É uma atitude meritória, sem dúvida. Entretanto, a fome é necessidade primária, básica, que não ocorre só em dezembro. Somente com o crescimento do país, com a consequente extinção da miséria e o fim do analfabetismo poderá se chegar às condições ideais de desenvolvimento de um povo.   

 

 



 
 
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