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Amolador de Facas

Antigo sistema de amolar facas, tesouras e outros objetos cortantes utilizava rudimentar máquina que era transportada pelas ruas pelo profissional.

A figura do amolador de facas itinerante, que percorria as ruas dos bairros com seu curioso equipamento de trabalho está praticamente extinta. É raro ver-se, ou até não se vê mais, o tradicional amolador percorrendo as ruas do Rio, em busca de clientes para afiar facas, tesouras e outros objetos cortantes. 


Amolador de facas e outros objetos


Ele se anunciava com um som metálico estridente, produzido pelo atrito de uma lâmina de aço em contato com uma roda que girava, acionada por um pedal. Essa mesma e única roda servia tanto para a locomoção de seu instrumento de trabalho como também para acionar o esmeril que amolava os objetos que lhes eram confiados para esse serviço. Terminado o atendimento dos clientes bastava inclinar a máquina, mudando-a de posição, e a roda encostava no solo pronta para o transporte do equipamento, que era bastante rudimentar. O serviço era feito na hora, em pouco tempo, e uma vez concluída a tarefa lá ia ele para outros lugares em busca de novos trabalhos.

Esse tipo de profissional a domicílio, que percorria as ruas, hoje talvez inexistente, foi substituído por lojas e quiosques que executam os mesmos serviços usando a energia elétrica e métodos mais modernos, com menor esforço físico de quem executa a tarefa.

O Correio Carioca procurou para um bate papo o sr. Fernando de Paiva Pinto, comerciante do ramo de floricultura. Ele contou à nossa equipe que seu tio Mário Ribeiro guarda e conserva com muito carinho, como verdadeira relíquia, um desses equipamentos em um horto na Tijuca. Explicou Fernando, que, em verdade, esse instrumento pertenceu a um senhor italiano, já falecido, de quem seu tio Mário Ribeiro e seu pai Manuel Pinto eram muito amigos e por quem nutriam grande consideração, durante muitos anos, até a sua morte. Essa verdadeira peça de museu foi usada por seu proprietário na Tijuca e em bairros adjacentes como seu instrumento de trabalho. Após a morte do amigo italiano o sr. Mário Ribeiro resgatou o antigo equipamento, como forma de preservar a lembrança do velho companheiro além de preservar o objeto raro.

Fernando salientou ainda que o antigo proprietário costumava contar que trabalhou com esta peça nas cidades de Chicago, Buenos Aires e Milão, locais onde residiu antes de chegar ao Rio de Janeiro.





     

 
 
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